Quem matou Tim Lopes?
Esta pergunta é pertinente para iniciar qualquer conversa. Uns diriam que quem matou foi o maluco do Elias. Outros viriam dizer que a sociedade é a grande culpada de permitir que atrocidades assim ainda aconteçam. Uma outra porcentagem falaria que é normal o fato, visto que o homem é o lobo do homem. O fato é que Tim morreu executado, morreu trabalhando pelo o quê acreditava. Se fosse um soldado receberia as devidas homenagens. E esse é o ponto.
Tim Lopes morreu durante exercício do seu trabalho. Não foi à Vila Cruzeiro por espontânea vontade. Foi cobrir uma reportagem de aliciamento de menores em baile funk. Sua reportagem estava quase toda pronta, mas faltava algo. O quê era esse algo nunca saberemos, a menos que a editoria de reportagem da Globo venha a público dizer. Tim Lopes morreu porque foi gravar imagens sobre o aliciamento de menores para práticas sexuais. Deveria ter os depoimentos, mas necessitava gravar o fato. Sua conduta foi a do profissional, não discutir com os patrões, mesmo que acabe se queimando depois.
O que eu acho estranho é que a mídia nada menciona sobre o comportamento do Tim neste caso. Deveriam se perguntar porque ele voltara ao baile, deveriam perguntar à Globo o que há de concluso sobre a reportagem que ele iniciara e tentar saber o quanto de material existe.
O delegado foi exonerado por apresentar no relatório do crime como fator preponderante para a morte a atitude de Tim Lopes. O pensamento do delegado é correto, principalmente sendo ele uma pessoa que está sempre entre a vida e a morte. Ele analisara que Tim sabia dos riscos em que estava envolvido e mesmo assim permanecera no local que punha sua vida em perigo. Tim Lopes agiu de acordo com a sua consciência e perdeu a vida. Os policiais também e se morre algum o que se fala é: "tá na chuva é para se molhar."
Me respondam agora: se um repórter invadisse a Casa da Dinda e fotografasse documentos que incriminassem o presidente da República na época. Imaginem que este repórter fosse apanhado, alguém acredita que ele sairia com vida?
Nosso preconceito nos cega tanto que somos incapazes de pensar que a Rede Globo seria a verdadeira culpada de expor seu profissional renomado ao perigo. De pouco analisar os fatos e acreditar só no que diz os jornais que o Brasil está na situação em que se encontra.
8 de ago. de 2002
7 de ago. de 2002
A queda de um império
Foi muito bom o texto de Eliana Cardoso para o Valor hoje. Ela discorda de que o ocaso americano venha logo. Outros, como a Maria da Conceição Tavares acredita que no máximo durará 20 anos. Eu creio que sua queda será perante meu corpo ainda vivo. Só discordo quanto a morte de Roberto Marinho, aquele eu acredito que morrerei e ele ainda estará vivinho da silva, chupando o sangue deste povo.
Mas é oportuno tratar do fim de um império. Não tanto imaginar quando vai acontecer, mas se preparar para esta queda e do vazio que ela vai proporcionar. A mentalidade de um governante do porte do Brasil deve ser pensar que se o fim está próximo, deve-se, justamente, desincompatibilizar deles.
Porque a reação mais normal à um afogando é a de se agarrar em qualquer coisa que flutue, mesmo que termine levando-a ao fundo.
Foi muito bom o texto de Eliana Cardoso para o Valor hoje. Ela discorda de que o ocaso americano venha logo. Outros, como a Maria da Conceição Tavares acredita que no máximo durará 20 anos. Eu creio que sua queda será perante meu corpo ainda vivo. Só discordo quanto a morte de Roberto Marinho, aquele eu acredito que morrerei e ele ainda estará vivinho da silva, chupando o sangue deste povo.
Mas é oportuno tratar do fim de um império. Não tanto imaginar quando vai acontecer, mas se preparar para esta queda e do vazio que ela vai proporcionar. A mentalidade de um governante do porte do Brasil deve ser pensar que se o fim está próximo, deve-se, justamente, desincompatibilizar deles.
Porque a reação mais normal à um afogando é a de se agarrar em qualquer coisa que flutue, mesmo que termine levando-a ao fundo.
Comments no site do Piro Gomes
Esta mensagem foi enviada por Geraldo como resposta ao Programa de Governo do Ciro no que tange à 'democracia participativa':
-"Napoleãozinho do Ceará; candidato de partido de aluguel, marionete de um aventureiro que fala mal portugues, de dois velhos senis-Leonel e Arraes. Pobre de nós brasileiros se você fosse eleito presidente."
Poderemos analisar se ficará no ar, pois esta mensagem foi postada ainda hoje.
Esta mensagem foi enviada por Geraldo como resposta ao Programa de Governo do Ciro no que tange à 'democracia participativa':
-"Napoleãozinho do Ceará; candidato de partido de aluguel, marionete de um aventureiro que fala mal portugues, de dois velhos senis-Leonel e Arraes. Pobre de nós brasileiros se você fosse eleito presidente."
Poderemos analisar se ficará no ar, pois esta mensagem foi postada ainda hoje.
6 de ago. de 2002
Liberdade de expressão
Quando começa o direito de alguém e termina o do outro?
Li no Mordendo sobre a "polêmica" envolvendo a supressão de um comment por Cora Ronai, no InternETC, por sua suposta impropriedade.
Tentei postar este commente, mas o dia está estranho. Reproduzo agora:
"Rapaz concordo com quase tudo exceto com a permanência de determinados posts.
Eu tive que abolir a algum engraçadinho que não havia defendido idéias contrárias a minhas, mas que tinha postado uma foto obscena e atacado-me de forma estritamente gratuita, principalmente porque não disse o quê ele criticava e nem assinara.
Aboli o host dele, confesso que me senti até um pouco 'mal' com isso por não gostar deste tipo de atitude. Mas preferi em expurgá-lo do palestra por não ter ele demonstrado a mínima consciência em manter qualquer debate.
Eu sei que você já tirou um site da lista dos blogs que indica por não gostar do conteúdo. O post não deixa de ser uma lista em que oferecemos um espaço para que deixe idéias e portanto se alguém abusar poderá sofrer algumas sanções.
No meu caso bani o host, mas não gostei.
Abs Diogo."
Quando começa o direito de alguém e termina o do outro?
Li no Mordendo sobre a "polêmica" envolvendo a supressão de um comment por Cora Ronai, no InternETC, por sua suposta impropriedade.
Tentei postar este commente, mas o dia está estranho. Reproduzo agora:
"Rapaz concordo com quase tudo exceto com a permanência de determinados posts.
Eu tive que abolir a algum engraçadinho que não havia defendido idéias contrárias a minhas, mas que tinha postado uma foto obscena e atacado-me de forma estritamente gratuita, principalmente porque não disse o quê ele criticava e nem assinara.
Aboli o host dele, confesso que me senti até um pouco 'mal' com isso por não gostar deste tipo de atitude. Mas preferi em expurgá-lo do palestra por não ter ele demonstrado a mínima consciência em manter qualquer debate.
Eu sei que você já tirou um site da lista dos blogs que indica por não gostar do conteúdo. O post não deixa de ser uma lista em que oferecemos um espaço para que deixe idéias e portanto se alguém abusar poderá sofrer algumas sanções.
No meu caso bani o host, mas não gostei.
Abs Diogo."
Ah! Pesquisas...
Vamos falar agora sobre pesquisas eleitorais. Este monstro que em todas as eleições desperta mais emoção do que final de campeonato de futebol. Me lembro de me questionarem: 'Alguma vez já foste perguntado?'.
Confesso que nunca respondi a uma pesquisa de opinião, mas daí vão anos-luz afirmar que são todas falaciosas. Afinal como são tiradas estas listas que colocam os candidatos em 1º, 2º ou 3º lugar?
O primeiro ponto a ser dito é que elas, em geral, são realizadas em locais específicos (estados preferencialmente).
Uma segunda coisa a ser dita é o número a ser entrevistados. O número é limitado e deve ser fiel ao extrato social da sociedade. Ou seja, de três mil pessoas o maior número ficará com o extrato C da população brasileira, o B e depois o A.
Outro ponto é a respeito do contratante da enquete. Raras vezes é o próprio centro de pesquisa que banca a empreitada. E a maioria das vezes é realizada por partidos ou conglomerados de mídia.
Pelo menos quarenta pesquisas estão em andamento no Brasil, poucas com abragência em todo o território. A maioria trabalha em estados federativos com índice de entrevistados de 1200 a 2500.
A um link na seção "POR ONDE OLHAR" para as pesquisas eleitorais que o TSE monitora o andamento em seu site.
Vamos falar agora sobre pesquisas eleitorais. Este monstro que em todas as eleições desperta mais emoção do que final de campeonato de futebol. Me lembro de me questionarem: 'Alguma vez já foste perguntado?'.
Confesso que nunca respondi a uma pesquisa de opinião, mas daí vão anos-luz afirmar que são todas falaciosas. Afinal como são tiradas estas listas que colocam os candidatos em 1º, 2º ou 3º lugar?
O primeiro ponto a ser dito é que elas, em geral, são realizadas em locais específicos (estados preferencialmente).
Uma segunda coisa a ser dita é o número a ser entrevistados. O número é limitado e deve ser fiel ao extrato social da sociedade. Ou seja, de três mil pessoas o maior número ficará com o extrato C da população brasileira, o B e depois o A.
Outro ponto é a respeito do contratante da enquete. Raras vezes é o próprio centro de pesquisa que banca a empreitada. E a maioria das vezes é realizada por partidos ou conglomerados de mídia.
Pelo menos quarenta pesquisas estão em andamento no Brasil, poucas com abragência em todo o território. A maioria trabalha em estados federativos com índice de entrevistados de 1200 a 2500.
A um link na seção "POR ONDE OLHAR" para as pesquisas eleitorais que o TSE monitora o andamento em seu site.
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