30 de dez. de 2002

VIVA 2003
BOAS FESTAS PARA TODO MUNDO E QUE 2003 SEJA INFINITAMENTE MAIS FELIZ DO QUE ESTE ANO QUE PASSA.

19 de dez. de 2002

Ouro aos bandidos



A perda de soberania monetária torna as economias periféricas mais expostas a choques externos



Uma amiga, de fé e militância petistas, perguntou, ao tomar conhecimento da formação do ministério de Lula: "Então, estamos entregando o ouro aos bandidos?" Rebati, de primeira: "Trata-se, senhora, de tentar reaver o tesouro que já passou às mãos dos renegados".



A turma de FHC - assim como a de Menem, Fujimori e outros menos votados - entregou o cofre aos meliantes da finança global: atrelou, sem dó nem piedade, os destinos da economia brasileira aos humores mercuriais dos capitais voadores. Enquanto a grana estrangeira era fácil e o dólar barato, a malta dos rega-bofes, durante o dia, enchia os bolsos na farra da arbitragem com as taxas de juros e, à noite, regalava-se nas saturnálias dos importados.



Na América Latina, as políticas de liberalização financeira e de ancoragem cambial, ademais de agravarem as condições de vida dos mais pobres, afetaram negativamente o crescimento econômico. No Brasil e, sobretudo na Argentina, a abertura financeira e a valorização cambial concorreram para inflar os passivos externos e a dívida pública. Promoveram, além disso distorções no investimento direto estrangeiro, dirigido primordialmente às privatizações dos serviços públicos e às aquisições de empresas locais nos setores não afetados pela concorrência externa.



O resultado foi a fragilização do balanço de pagamentos, a crescente imobilização da política fiscal e a subordinação da política monetária à alternância de otimismo e pessimismo nos mercados globais.



Hoje em dia, depois da sucessão de crises financeiras que desabaram sobre os ditos emergentes, a literatura acadêmica americana adotou como um dos temas preferidos a discussão sobre os riscos e conseqüências do endividamento em moeda forte para economias de moeda não-conversível. Quem quiser conferir, deve acessar, por exemplo, o sítio www.nber.com, onde são publicados os artigos dos mesmos luminares que, no início dos 90, recomendavam a abertura financeira como a panacéia universal.



Em um de seus últimos artigos, o economista Barry Eichengreen procura demonstrar que, assim como no padrão ouro clássico, nos novos tempos da finança globalizada há uma a forte tendência à ancoragem das moedas nacionais à moeda central. As algemas douradas foram sucedidas pelas cadeias verdes. Observamos, na periferia, tentativas de alinhamento completo - como foi o caso da desditosa Argentina ou da aventura atual do Equador dolarizado - e casos de alinhamento parcial (soft peg) em outros países, como o Brasil.



Para fugir às agruras da hiperinflação renunciaram à soberania monetária e entregaram as funções de administração do crédito, de provedor de liquidez ao sistema bancário e de emprestador de última instância ao Federal Reserve. Trata-se da renúncia, total ou parcial, à política monetária.



A perda de soberania monetária torna as economias periféricas mais expostas a choques externos, diante da inconversibilidade de suas moedas e da fragilidade de seus sistemas financeiros e fiscais. As ondas de otimismo e pessimismo que atravessam os mercados financeiros "globalizados" geram ciclos relativamente curtos de endividamento externo e de valorização de ativos (entre eles o câmbio), seguidos de devastadoras crises cambiais. As agruras da hiperinflação foram substituídas pelos inconvenientes da maior volatilidade do produto e do emprego.



Alguns países tentaram escapar da coerção cambial - como o Brasil - adotando o câmbio flutuante. A âncora nominal, neste caso, fica por conta do regime de metas de inflação. A experiência recente demonstra, no entanto, que a dependência excessiva do financiamento externo engendra momentos de forte instabilidade cambial, comprometendo cumprimento das metas anunciadas e determinando um crescimento medíocre da economia.



A abertura e a descompressão financeiras nos países da periferia inverteram as determinações do balanço de pagamentos. Diante dos movimentos especulativos e de arbitragem das massas de capital monetário, os países da periferia - dotados de moedas inconversíveis, com desprezível participação nas transações internacionais - ficam à mercê de processos que não controlam: primeiro, a valorização da moeda local, o endividamento externo excessivo, as operações de esterilização dos efeitos monetários da expansão das reservas (explosão da dívida pública), os déficits insustentáveis em conta corrente; depois, as desvalorizações "exageradas", os ajustamentos penosos do balanço de pagamentos, a inflação e, finalmente, a ameaça de insolvência dos devedores em moeda estrangeira, públicos ou privados, geralmente com graves repercussões sobre o sistema bancário.



Submeter um país de moeda fraca e sem reputação aos azares da abertura financeira, significa correr um risco: dois preços cruciais da economia - a taxa de câmbio e a taxa de juros - não se movem na direção prevista pelas hipóteses convencionais. Nos períodos de retração da liquidez internacional, os administradores nativos ficam na dependência do "retorno da confiança". Se ela não voltar, cantaria o saudoso Nelson Gonçalves, há que amargar o recrudescimento da inflação - promovido pelas ondas de desvalorização cambial - e agüentar a barra dos superávits fiscais e dos juros elevados.



O Banco Central não recupera, portanto, a almejada a liberdade para mover a taxa de juros, de modo a permitir que a economia nacional possa evoluir num ambiente favorável à expansão do crédito, ao investimento, ao endividamento - em moeda local - das famílias e das empresas.



Tudo indica que, na atual desordem global, só escapam destas desgraças os países que entenderam a lógica profunda das políticas mercantilistas. A ordem é gerar alentados superávits comerciais e acumular reservas não emprestadas em moeda forte, isto é, concentrar poder de dissuasão para abortar as tentativas dos possuidores de riqueza de especular contra a moeda nacional.



Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo , ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, escreve mensalmente às quintas-feiras. E-mail: BelluzzoP@aol.com




17 de dez. de 2002

Carta aos Insanos



"I. Os insanos
Por descrerem dos jornais, ganharam o poder


Palácio Miraflores, quatro da manhã de domingo, 14 de abril:
O presidente Chávez, agora todos sabem, está são e salvo, a bordo de um helicóptero que aterrissará em alguns minutos. Trezentas mil pessoas o esperam, segundo o diário mexicano La Jornada. Nas últimas doze horas, elas escreveram uma página inédita na história recente da América Latina. A partir do início da tarde, cometeram a insanidade de desacreditar no que os jornais e a TV repetiam, e de crer no que, juntas, elas próprias enxergavam e faziam.

Não, o presidente não renunciou, nem quis deixar o país. Não, a revolução bolivariana, que os fez sentirem-se pela primeira vez parte da História, não acabará numa tarde. Sim, eles, que vêm dos bairros mais pobres de Caracas, podem derrotar a quartelada. Além do palácio presidencial, cercaram o Forte Tiuna, quartel-general dos conspiradores. Fizeram o general Efraín Vazquez, que comandou o golpe, vacilar. Forçaram Pedro Carmona, o líder empresarial que usurpou o poder, a devolvê-lo ao vice constitucional, que assumiu prometendo entregar a presidência ao homem eleito pelo povo para exercê-la. Cercaram a maioria das emissoras de TV, rádios e jornais que insistiam em censurar a verdade e espalhar desinformação.

Sua insurreição fez fracassar o golpe, e agora querem comemorar. Um dia antes, a elite de Caracas havia tentado derrubar o presidente constitucional no grito. “Se va, se va, se va!”, diziam de Chávez, que tem sangue índio e por isso é visto pelos poderosos como um negro, um não-branco, um intruso. Agora, quando já se avistam as luzes do helicóptero que traz de volta o presidente, o cântico de resposta que estes índios, negros e brancos intrusos repetem é cantado no mesmo tom do grito anterior, e tem sabor de ironia e suave vingança. “Volvió, volvió, volvió!”...

II. A ordem do soldado
Pode haver vida atrás de um aparelho de fax


Base naval de Turiamo, final da manhã de sábado, 13 de abril:
Para tentar evitar a rebelião, os golpistas promoveram uma caça sanguinária contra membros do governo constitucional e seus apoiadores. Invadiram casas, fizeram prisões e mataram, segundo o jornal argentino Página 12, 34 pessoas – “danos colaterais” que parecem não escandalizar os jornais brasileiros.

Como ficou claro que nem assim seria possível conter o povo, decidiram tirar Chávez de La Tiuna, que fica muito próximo a Caracas. Ele será conduzido, nas horas restantes de cativeiro, a cinco locais diferentes, todos remotos. Um deles é a base militar de Turiamo. Lá, um soldado, perplexo, aproveita que foi deixado a sós, numa sala, com o presidente. Indaga: “É verdade que o senhor renunciou?” Resposta imediata: “Não, mi hijo, não renunciei nem vou renunciar”. O soldado, então, perfila-se em continência. E tem uma idéia genial: “Escreva-me algo neste papelzinho e jogue na lata de lixo, que eu volto e o recolho”. Chávez rabisca: “Eu, Hugo Chávez Frías, venezuelano, presidente da República Bolivariana da Venezuela, declaro: não renunciei ao poder legítimo que o povo me deu”. Assina e atira ao lixo, segundo a orientação do soldado. Poucas horas depois, via fax, a mensagem correrá o país. Será reproduzida em pequenas impressoras, copiadoras, mimeógrafos. As multidões a levarão nas mãos, quando baixarem dos morros para os palácios.

O gesto e a inteligência do soldado demonstram: os militares da América Latina não estão condenados a ser inimigos do povo, nem gendarmes dos Estados Unidos. A partir do início da tarde, junto com a população, se erguerá contra os golpistas o grosso das Forças Armadas. Às 16 horas, a Divisão 42, da base de pára-quedistas de Maracay (80 quilômetros de Caracas) se declara insurgente. A unidade do Exército da cidade faz o mesmo. Os chefes militares lançam um ultimato aos golpitas: só se apaziguarão quando aparecer uma declaração de renúncia de Chávez.

A insubordinação militar se alastra. Assim como o golpe, o apoio das Forças Armadas aos golpistas é apenas virtual. No meio da tarde, a Guarda Presidencial, leal a Chávez, retoma Miraflores, já cercado por um oceano de gente. A influência da conspiração está restrita ao Forte Tiuna, e uma multidão o cerca. Personalidades são chamadas às pressas, para intermediar uma negociação e evitar um banho de sangue. Os conspiradores já não se entendem. O general Éfrain Vazquez Velazquez exige que o empresário Carmona, usurpador da presidência, jure respeito à Constituição. Aviões F16, de destacamentos leais ao governo legítimo, sobrevoam a capital. O diretor da revista Tal Cual, uma das personalidades convocadas a Forte Tiuna, deixa o local com a estonteante novidade: “Só posso dizer que os líderes do golpe voltaram atrás...”

III. A cilada
Uma mentira para libertar a verdade


Centro de Caracas, início da tarde de sábado, 13 de abril:
O ministro da Educação de Chávez, Aristóbulo Isturis, e o Fiscal General, Isaías Rodriguez, figuraram desde o início da quartelada entre os líderes da resistência. Isturis esteve com Chávez até minutos antes da prisão do presidente. Sabe que ele não renunciou. Ao longo do dia, empunhará esta verdade e tentará, com ela, romper o cipoal de mentiras que a mídia armou para proteger o golpe de Estado. Age primeiro por meio do telefone, da Internet, das rádios comunitárias (Rádio Pérola) e de igreja de base (Rádio Fé e Alegria). Mais tarde, vai pessoalmente ao Canal 2 de TV e interpela o chefe de reportagem, Andrés Izarra. Pergunta-lhe por que falseia os fatos e o interlocutor se põe a chorar (pediria demissão, envergonhado, no domingo).

A revolta popular está sob censura na mídia e a TV estatal, Venezuelana, Canal 8, continua fora do ar. A parte da população que acredita na mídia continua crente na renúncia de Chávez. Então, Isturis arma, em conjunto com o Fiscal General Isaías Rodriguez, uma armadilha.

Rodríguez convoca a imprensa para uma entrevista coletiva, na qual anunciará sua renúncia. A mídia acode em peso e transmite ao vivo, para que o povo testemunhe a debandada de mais um dirigente do governo constitucional. Rodriguez começa: “O presidente não renunciou. O vice, Diosdalo Cabello, está vivo e o perseguem para matá-lo. O povo está nas ruas. As unidades militares de Maracay, Valencia e Barquisemeto estão sublevadas. Chávez voltará”. Graças a uma mentira, a mídia transmite, enfim, a verdade.

Mais tarde, às 8 da noite, os transmissores do Canal 8 serão deslacrados. Os ministros irão até lá, para aparecer perante as câmeras e provar que existem. O apresentador reabrirá a programação dizendo, altivo: “Não conseguiram nos calar”.

IV. A zebra
Quando a TV cubana derrota a CNN


Nova York e Havana, tarde de sábado, 14 de abril:
Ao longo de todo o dia, a palavra golpe esteve proscrita nos discursos governamentais que tratavam da Venezuela e em jornais e TVs de quase todo o mundo. No Brasil, apenas a Folha de S.Paulo a empregou, com notável descrição. No entanto, em seu editorial daquele dia, igualou o presidente eleito aos golpistas (seriam ambos produto do “atraso latino-americano”) e defendeu que o afastamento de Chávez se consumasse, desde que convocadas novas eleições. Fernando Henrique Cardoso adotou posição idêntica. Além disso, segundo O Globo, foi chamado por Chávez ao telefone, no dia do golpe, e recusou-se a intermediar um contato com Bush, que poderia interromper a quartelada.

No mundo anglo-saxônico, foi muito pior. Em companhia de seu colega espanhol, o embaixador dos EUA em Caracas apressou-se, nas primeiras horas do sábado, a se avistar com o golpista que usurpara a presidência. O Departamento de Estado dos EUA abençoou o golpe, ao considerar Chávez culpado por sua própria queda. Em fevereiro, um funcionário do mesmo Departamento havia vaticinado, sobre a Venezuela: “Se o presidente não consertar as coisas logo, não terminará seu mandato”.

O jornal londrino Financial Times falseou os fatos, ao dizer que Chávez chegou ao poder por meio de golpe militar – e portanto merecia cair da mesma forma. O New York Times insistiu na mentira da “renúncia” e garantiu que, graças ao golpe, “a democracia venezuelana já não está ameaçada por um pretenso ditador”. Acrescentou: “Washington tem forte interesse na recuperação”. O banco de investimentos Merril Lynch lançou comunicado intitulado “Lucrar com a transição”, no qual exortou seus clientes a tirar proveito da “melhora do panorama para os investimentos na Venezuela”.

Goste-se ou não de Cuba, é necessário admitir: lá o oportunismo não derrotou a dignidade e não se criaram eufemismos para atender às conveniências dos Estados Unidos e de seus mercados. À tarde, o embaixador cubano denunciou, na tribuna das Nações Unidos: “Não se pode tapar el Sol com un dedo. O presidente Chávez está preso e incomunicável (...) Uma camarilha o prendeu, dissolveu a Assembléia Nacional, ocupou violentamente a televisão estatal, impôs uma tremenda censura à imprensa, desencadeou violenta perseguição contra os partidários do governo eleito”.

A Agência de Informação Nacional cubana (AIN) é o primeiro – e durante horas, o único – lugar importante na Internet a noticiar a retomada do Palácio Miraflores. As TVs ocidentais e os “grandes” sites informativos silenciam até por volta das 22 horas. Talvez esperem um acontecimento extraordinário, capaz de restaurar o script produzido para garantir o golpe.

Rosa Mirian Elizalde, uma jornalista cubana, descreve o clima na redação do semanário Juventud Rebelde. “O diretor colocou, junto ao televisor com a programação cubana, outro, onde captamos a CNN em espanhol. Duas Venezuelas aparecem nas telas (...) De um lado, dizemos, em poucas palavras, o que acontece. Informes breves, argumentados, com fatos, com a emoção do momento, com entrevistas telefônicas (...) À distância de um palmo está a confusão dos apresentadores, já sem sua tradicional assepsia, e um correspondente que diz o contrário do que se vê nas imagens. Para a CNN, “apenas alguns chavistas protestam diante de Miraflores”, mas a câmera mostra a entrada do palácio presidencial coalhada de boinas vermelhas (...) Cinco horas depois de Cuba anunciar o acontecimento, outra câmera capta os militares bolivarianos na janela de Miraflores”. A apresentadora de plantão rende-se enfim aos fatos, ainda que de modo oblíquo. Visivelmente contrariada, admite o que as imagens estão escancarando há muito: “Segundo o que nosso correspondente sugere, ocuparam o Palácio do Governo”...

Uma sonora gargalhada explode na redação cubana.

V. Os mentores
A grande ditadura lastima a queda de um ditador


Ilha La Orchila, fim da tarde de sábado, 13 de abril:
O golpe está sepultado nas ruas e nos quartéis, mas Chávez continua em poder dos que o seqüestraram, na ilha de La Orchila. Como última tentativa, os golpistas começam a executar um plano que visa transformar em verdade a suposta “decisão” do presidente de partir para o exílio. Os sites de notícias de todo o mundo matraqueiam: “Chávez autorizado a deixar a Venezuela”. Uma aeronave pousa na ilha, procedente de Caracas. É um avião civil, cedido pelo empresário Gustavo Cisneros, dono da Venevisión, um dos canais de TV que tentaram fabricar a quartelada.

La Jornada narra: “Um soldado pega o telefone e chama outra base militar, alertando oficiais leais à Constituição. É instruído a tentar impedir o vôo. Assim que desliga, o aparelho volta a tocar. Um comandante chama o oficial responsável pela custódia do presidente: “Escute, irmão. Você imaginou a tragédia que pode ocorrer neste país, se vocês levarem Chávez? Vai ser terrível. Aqui há um milhão de pessoas na rua...”

Uma tempestade de telefonemas desaba sobre La Orchila. Uma hora secular transcorre até que se desative a operação de exílio forçado. O ministro da Educação, Aristóbulo Isturis garante, contudo, que um Plano B estava armado. Noutra base militar, uma frotilha de helicópteros estava pronta para levantar vôo e tentar um resgate, em caso extremo.

O próprio Isturis relata como transcorreram, na quinta-feira do golpe, as horas dramáticas que antecederam a prisão de Chávez. Quase todos os ministros estavam em Miraflores. Estimulados pela embaixada estadunidense, pela mídia, pelo enfraquecimento do apoio popular a Chávez, os golpistas haviam assumido o controle das Forças Armadas. O gabinete pensou em voar para a base aérea de Maracay e resistir dali, mas já não era possível. Veio o ultimato: ou o presidente renunciava, ou o palácio seria bombardeado. “Nós dissemos que bombardeassem, que não sairíamos. Me veio à mente o retrato de Salvador Allende”.

Chávez, contudo, pediu um momento para pensar. Voltou com a proposta que seria executada em seguida: “Não quero que vocês se sacrifiquem, porque há um povo lá fora que precisa de direção. Não podemos nos suicidar, porque seria suicidar o povo”. Para aplacar os golpistas e evitar o bombardeio, o próprio Chávez não resistiu à prisão. Permaneceu como presidente seqüestrado, denúncia viva do golpe. Às três e meia da madrugada de sexta, dia 12, os golpistas o levaram e ordenaram aos ministros que voltassem a suas casas. Muitos deles as encontraram invadidas. Era o primeiro sinal da brutalidade dos golpistas. Se em 24 horas foram 34 assassinatos, quantos teriam ocorrido em um ano, até o povo se calar?

A ditadura dos mercados financeiros aplaudiu de imediato a nova ditadura. O FMI ofereceu-lhe um empréstimo gordo. O preço do petróleo despencou, porque uma Venezuela submissa ajudaria a quebrar a unidade da OPEP e a garantir óleo barato para o Ocidente. Na segunda-feira, ressaca: a restauração da democracia provocou uma alta de mais de 4% nas cotações e uma onda de pessimismo e sobressaltos.

É um prazer ver esta gente perder dinheiro, poder e tranqüilidade. Outro mundo continuará sendo possível enquanto eles não controlarem a História, enquanto houver mãos humanas por trás dos aparelhos de fax, enquanto o poder da Internet desafiar o poder da Internet, enquanto los negros estiverem dispostos a cercar os palácios da mídia."

extraído não sei quando da Agência Carta Maior

13 de nov. de 2002

Vale a pena ler

Extraído do Marinildadas uma entrevista do Silio Bocannera com o economista e escritor inglês Will Hutton.

“Os Estados Unidos, segundo Hutton, mantêm um sistema socioeconômico desigual, injusto e submisso a interesses financeiros. Pior ainda durante o atual governo Bush, que Hutton considera um fundamentalista. Em análise talvez mais surpreendente, ele diz que os americanos são menos produtivos do que os europeus. Hutton defende uma integração maior dos países europeus, para contrabalançar o poder e a influência americana.”

“Hutton defende a social-democracia, que aceita a economia de mercado, mas procura controlar mais seus abusos. É o que ele vê na Europa, onde o Estado, na opinião dele, também cuida melhor dos seus cidadãos, sobretudo os menos favorecidos.”

O peso conjunto da Europa poderá até superar os votos que permitem o controle de Washington sobre organismos internacionais como o Banco Mundial e o FMI, diz ele. Essas posições Hutton defende em 400 páginas de seu novo livro, sucesso de vendas no Reino Unido, já traduzido para vários idiomas. Certamente deverá causar ofensa quando for lançado nos Estados Unidos, em maio. Assista à segunda parte da entrevista de Will Hutton a Sílio Boccanera no terraço da Fundação do Trabalho, em Londres, onde Hutton é diretor. Operário x Patrão: quem ganha?”

8 de nov. de 2002

Porquê acreditar no Brasil?
A atual crise mundial, embora mais complexa que a do fim do séc. XIX e a de 1930, pode ser mais uma oportunidade histórica para o Brasil mudar de rumo. Estamos sendo afetados, como todo mundo, pela reversão cíclica do centro principal, mas somos um país de dimensões continentais com um enorme potencial de desenvolvimento autônomo do mercado interno. Com uma economia razoavelmente diversificada, temos um baixíssimo coeficiente global de integração ao comércio internacional e um sistema financeiro nacional (público e privado) capaz de financiar endogenamente a retomada do crescimento.

Retirado do site da professora Maria da Conceição Tavares e o título do artigo acimo é Novos Rumos e foi publicado na Folha no dia de 29 de setembro de 2002

7 de nov. de 2002

Patrulha

Bom o texto do Hélio Sabóia ontem no Globo em relação à patrulha que a elite lulada sofreu. Coisas que nossa mídia não vislumbra ou fala.

4 de nov. de 2002

Ralouíin II
Ralouíin é a porca mãe lazarenta de um ser ignóbil, rastejante de um mundo enfermo, perdido e abandonado nas vísceras de um louco pai.

Ou então é anglo-saxão e deve comemorar esta data festiva para seus pares. Mas no Brasil, Ralouíin é a porca mãe...
PROPRESS

Aos amigos de plantão (poucos e sabem quem são), aos que me odeiam, sinto informar-lhes que é melhor salvar a vênus platinada a devolvê-la aos tubarões internacionais. A Globo foi comprada do Times, nos idos dos anos 50, e é melhor tratar, sempre, com os fdp nacionais do que com os lá de fora.

Não significa permitir assaltos à viúva, mas negar entrada aos loucos belicosos que enfestam o mundo liberal do capitalismo selvagem. Vamos ao Setúbal, mas não ao Morgan, entedeu?

Com um nós falamos a língua, com o outro seremos trucidados.
RALOUÍIN É O C.....

Estou um pouco enfezado hoje, mas é sincero o meu sentimento. Eu realmente quero que o Ralouíin vá para a casa Bráulio Cabeludo. Bando de americanóides que amanheceram à sombra de sessões aventuras e hoje acham mais divertido ir para NY fazer um banho de loja a ter que viajar para outro lugar com o intuito de tomar um banho de cultura.

O Guggelmin do Rio será mais para os turistas. Mas, quem sabe pode ser um início, mesmo assim, mantenho a frase inicial e quero que o Raloíin vá para a casa do c....
ESCÂNDALO

O governo vêm pegando dinheiro dos fundos de combate à pobreza e pagando títulos e a mídia esconde isto no meio dereportagens inúteis. Jornalistas fracassados, editores podres, seus rios hão de secar, seus peixes irão morrer, suas hortas não mais brotarão e vocês, desta terra, desaparecerão.

A como eu gostaria que isso acontecesse.
Catar coquinhos

Dizer que votaram no Lula para pagar ver, perto de mim, é querer ser mandado para a pqp.

Pagaram para ver foi a eleição do Tancredo, onde os grupos oligárquicos se fecharam para não perderem as rédeas do processo democrático que se iniciava no Brasil.

Pagaram para ver foi a eleição do Collor, onde os grupos de mídia se fecharam com o fernandinho do pó (o Beira MAr só surgiu depois. Aliás, farei uma tese mostrando que Beira-Mar é o PC Farias:)).

Pagaram para ver foi a eleição e reeleição do FH, onde as estatais foram vendidas, nosso patrimônio oferecido por ninharia, os deputados sendo aliciados com verbas da união.

A eleição do Lula não foi paga para ver. A eleição do Presidente Lula foi conseguida, infelizmente, pela situação paupérrima deste povo, que cansado de pagar para ver, apostou no que conhecia.

Só se paga para ver o quê não se conhece.
Porrada neles

FHC e seus asseclas agora vieram com essa de colocar o foro especial para ex-presidentes, incluindo o ainda atual.

Os moderados e os alternados de última hora para a esquerda acham coerente este pensar jurídico. Afinal, sempre que um presidente sai, existe aquele clima de caça às bruxas. Se FH está sendo ameno em sua transição, sejam ameno com ele depois.

Balela, choro de criança pirraçenta que não gosta de assumir as cagadas que fez mundo afora. FH tem mais de uma centena de processos fustigando-lhe o couro. Com esta medida, ele espera refurgiar-se nos juízes do STF (todos seus camaradas e a maioria por ele nomeado), com isso não encontraria algum juiz tão favorável quanto os desta última instância chamada Supremo.

Aliás, do jeito que as coisas vão podiam mudar de instância para estancias, por que os processos contra este governo parecem passar férias. O STF e AGU são os spas da burocracia forense brasileira.
Armadilha

O Governo prorrogou o orçamento parecendo que queria ajudar o PT, mas estava dando uma de joão sem braço. Queria que o ônus deste orçamento a ser enviado ficasse com o PT.

Cai fora malandro. E o pior é escutar isso do ACM.

1 de nov. de 2002

Cães de Guarda

Porquê é tão difícil encontrar reportagens sobre ou com Chomsky ou Conceição Tavares fora dos encartes especiais. Qual o motivo aparente de não permitir-los chegarem facilmente aos leitores de periódicos. A nossa mídia, mais do que qualquer uma do mundo, terá que aprender a dar voz àqueles que teimam em desafiá-la.

Tremei....

28 de out. de 2002

Brasil

A música do Cazuza para o Brasil mostrar a sua cara foi cantada lindamente ontem à noite no Leme.

Essa festa só o PT, e as vitórias que ele encarna, é capaz de promover.

Valeu a todos.

Obrigado por ser brasileiro e vivo.
Um mundo melhor

Ainda bem que estou vivo para ter presenciado este momento da História do Mundo. Ainda bem.

Já posso olhar para o meu filho e dizer que algo será tentado para mudar a triste realidade de nosso cotidiano. Ainda bem.

Já posso reclamar e agradecer a um presidente que eu tenha elegido. Cansa ser oposição sistemática, sem perspectiva de melhora. Não é papo, não. Quantas vezes vêmos pessoas menos capazes do que nós, fazendo um serviço chinfrim, quando nós sabíamos ser capazes de muito mais?

A página do mundo deu mais virada e a virada foi à esquerda. Ainda bem.
A Onda

A onda não é vermelha

A onda é Lula

E Lula não é onda, nem molusco

Lula é gente

É o nosso presidente
VIVA O RIO

Primeiro foi em 1989.

Agora em 2002.

O Rio sempre me emocionou, é uma cidade ímpar no mundo. Pena que o DF saiu daqui, imaginem o Lula governando o Brasil desta cidade?

Mas, deixa para lá. Brasília já existe e lá é a Capital Federal, lugar onde Lula viverá pelos próximos quatro anos.
O OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ


Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor
o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.
Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto que seja digno do governo do Brasil
que tenha olhos para ver pelo Brasil
ouvidos para ouvir pelo Brasil
coragem para morrer pelo Brasil
ânimo de viver pelo Brasil
Extrato do poema de Gilberto Freyre, de 1926, in Freyre, G.. Talvez poesia. RJ: José Olympio, 1962.


Desterritorializados e "desclassados", os trabalhadores brasileiros não tiveram representação política duradoura capaz de um enfrentamento sistemático que pudesse romper o pacto de dominação oligárquico e conduzir a uma ordem democrática disposta a pactuar os conflitos fundamentais, e não apenas propor sucessivos pactos conservadores.

Nossa peculiar "hegemonia burguesa", começada há 150 anos atrás, com a promulgação da Lei de Terras e o Código Comercial, regulou a propriedade e os negócios de forma a garantir um pacto de dominação social férreo entre os donos da terra, o Estado e os donos do dinheiro, que se caracterizou, do ponto de vista político, por uma oscilação permanente entre uma ordem liberal oligárquica e um Estado autoritário.
Nossas "transições democráticas", além de periodicamente interrompidas, nunca alteraram o caráter concentrador da acumulação da riqueza e da renda e a marginalização econômico-social de uma massa crescente da população. Daí a impressão sistemática de que os ideais reformistas ou revolucionários estavam sempre "fora de lugar", no dizer de Roberto Schwartz. Na verdade, as idéias postas em prática pelas elites dominantes estiveram sempre no lugar: manter o poder econômico e político a qualquer custo, mesmo abrindo mão dos seus princípios "liberais" em economia e, sobretudo, em política. Para manter a concentração do capital e da terra, nunca deixaram de recorrer ao patrimonialismo e ao endurecimento político do Estado. Nem a proclamação da República e nem a revolução de 30 conseguiram construir uma nação democrática e independente do ponto de vista dos interesses das classes subordinadas.

Os avanços populares foram sendo conquistados, palmo a palmo, e várias organizações de trabalhadores foram surgindo com as mudanças estruturais no campo, na industrialização e na urbanização. Os efeitos sociais e políticos destas mudanças só puderam ser controlados pelas classes dominantes através de golpes militares. A fundação do PT ocorreu há 22 anos atrás no auge do movimento de massas e da luta pela redemocratização.

A originalidade histórica do PT está na sua própria formação. Juntou quadros dos movimentos sociais de base (trabalhadores rurais e urbanos), foi fundado e dirigido por quadros de movimento operário renovado e incorporou desde grandes intelectuais a militantes provenientes de diversas frações dos pequenos partidos de esquerda. Nasceu com um programa de socialismo democrático por oposição ao chamado "socialismo real", antes mesmo da derrota histórica da União Soviética. Manteve a democracia interna no que tange à discussão ideológica e à organização de tendências, mas os chamados moderados, com Lula na cabeça, foram sempre as lideranças mais importantes do partido. A experiência parlamentar e de governos locais contribuiu, decisivamente, para a ampliação da prática política de negociação herdada do movimento sindical.
A ampliação política e a maturidade do PT alcançam neste domingo uma vitória política sem precedentes no Brasil, pois todas as tentativas revolucionárias que estavam apenas na cabeça de idealistas e dos reformistas de cunho popular acabaram abortadas por golpes militares. Mesmos os comentaristas dos maiores jornais europeus e norte-americanos reconhecem que a vitória de Lula e do PT tem uma importância política e simbólica transcendental. É uma espécie de "sonho americano" do homem comum, realizado abaixo do Equador, que completa finalmente a longa transição democrática com uma verdadeira revolução pacífica. Desta vez, sem ameaça de golpe e sem necessidade de alteração dos "marcos constitucionais vigentes". Para o povo brasileiro, significa de fato uma nova proclamação da Independência, um alargamento dos ideais republicanos e uma possibilidade única de um novo "contrato social".

Seja qual for a evolução das lutas de conjuntura, orientadas como serão por uma coordenação política nacional flexível e lúcida, como é a do PT, as tendências de longa duração do nosso capitalismo tardio e autoritário, podem finalmente ser alteradas. A História está aberta, mas a 1ª etapa da luta foi ganha e a democracia se aprofundou.

Finalmente estamos a ponto de alcançar uma vitória que significa a alternância política, uma nova "ordem competitiva", pela qual tanto almejava Mestre Florestan Fernandes.

Finalmente está a ponto de realizar-se o sonho de Mestre Furtado de retomar "A Construção Interrompida": "O ponto de partida de qualquer novo projeto alternativo de nação terá que ser inevitavelmente o aumento da participação e do poder do povo nos centros de decisão do país".

Este artigo é da Professora Emérita da UFRJ, Maria da Conceição Tavares


23 de out. de 2002

Volta por Cima

Não lembro se foi Glória Gaynor que lançou o hit 'I will survive' e tão pouco isso importa. O que vale é que nessa música se fala sobre alguém que é abandonado pelo seu amor. Quando, tudo parece ir bem, já acostumado com a falta, o amor resurge, querendo uma segunda chance. O refrão possui a frase 'eu vou sobreviver' , obviamente em inglês, cuja tradução seria um 'vai para aquele lugar'.

E esta campanha eleitoral mostrou isso. Mostrou um sentimento de desencanto pelo o antigo amor e com claras intenções de namorar o eterno pretendente, no caso o PT. Este partido ímpar na história da América Latina teve, por algumas vezes, chance de participar de alguns governos, mas se negava por possuir uma ideologia discordante dos poderes vigentes. Isto possibilitou ao PT adquirir uma identidade calcada na boa moral e costumes políticos, sem fisiologia. E, com isso, os acordos, ora firmados sob a chancela do PT, não possuirão dois pesos e duas medidas.Qualquer um que se envolva com o PT saberá que do outro lado haverão pessoas de boa ética e conduta.

O eleitorado brasileiro, como que traído, votou em massa no PT. Sabem que, como toda 'volta por cima', será difícil. Mas confiam no PT e em sua escolha por ele. Lutarão para conseguir um Brasil melhor e não me surpreenderei se o futuro não se mostrar bem favorável à nos brasileiros. Cresci acreditando que morreria e o Roberto Marinho ainda estaria vivo, hoje acredito que sobreviverei para assistir este enterro.

O Brasil é o planeta Terra dentro de um país, em todas as maneiras. Poderemos construir um mundo melhor, é só desejar.

21 de out. de 2002

Perguntar Não Ofende

Porquê que Serra, ao anunciar que Lula está aliado aos setores retrógados, não nomeou esses setores?

Agora ele quer que Lula mostre os partidos de sua coligação nas propagandas veiculadas em 17 e 18 de outubro. Até entrou com representação no TSE. É ridículo ver as alianças que Serra mostra na sua propaganda, é só de evangélicos. Triste, mas verdadeiro.
Perguntar Não Ofende

Porquê, quando ao falar de seu currículo, o Serra exclui o Ministério do Planejamento?

Mistérios da meia noite...
LASERRA

José Serra tudo tentou para ser presidente do Brasil. Tentou em 98, época em que a oposição lhe seria favorável. Mas, o conluio em torno de FH não permitiu. Pensou que em 2002 seria o ano dele. Afinal, encurtaram o tempo de propaganda eleitoral, e por consequência o próprio pleito, e ainda teria o Ministério da Saúde para alavancar-se: a prioridade da população brasileira não era mais a economia, mas sim a saúde, segundo a lógica de alguns tucanos.

Pois bem, a inflação voltou, o cenário mundial é catastrófico e imperialismo americano vai aas raias da loucura. Neste cenário, infelizmente, é que surgiu a estrela redentora do PT. Diante de tanto ostracismo governamental, o povo viu no PT uma saída reluzente, um novo caminho. As vitórias de 2002, diria uns, só foram possível diante da fragmentação da elite, a mesma elite que permitiu a reeleição de FH e não quis a eleição de Serra. Em parte, diria eu.

Serra, neste último discurso, em que alardeavam ser o divisor de águas destas eleições, mostrou-se o candidato da direita, tentando personificar Carlos Lacerda, mas sem a eloquência. No máximo utilizou três vezes a primeira pessoa do plural, de resto só seria no singular. Ele realmente direcionou seu discurso aos conservadores, tentando, meio que toscamente, atingir também os grotões onde FH sempre desfilou como um rei. Seu discurso foi fraco, foi udenista, tefepeniano, foi um discurso até estranho para a celeuma que foi criada sobre. Penso que falaria outra coisa, mas que foi desaconselhado.

De repente, a reunião de Lula com o PIB nacional tenha desmantelado a articulação que Nizan/Serra procuravam para a desgovernabilidade. De repente o contra golpe foi dado antes do golpe. São muitas conjecturas e a situação está meio nebulosa. A briga é além da presidência, estados fortes também estão em pedengas eleitorais e não querem que o PT fique com mais controle. Podem sacrificar a sujeira do Serra, não por grandeza de ato, mas para impedir que este método sacramentasse a vitória contudente do PT em SP, RS e demais estados em que disputa.

Serra manchou sua biografia e vai pro rol dos que venderam sua alma. Incorporou o monstro da noite e vai para as paragens escuras da vida política. Pena, sua professora de economia ficou muito triste e não é bonito ver nossos mestres chorosos com nossos atos.

18 de out. de 2002

O método
por Janio de Freitas

A dupla condenação, por improbidade e enriquecimento ilícito, do ex-integrante da cúpula do governo do PSDB em São Paulo e ex-secretário-geral do partido no Estado, Goro Hama, traz uma contribuição tão útil quanto involuntária para evidenciar os perigos da tática hoje chamada, eufemisticamente, de "desconstruir o adversário".
Se a propaganda de Luiz Inácio da Lula da Silva explorasse a condenação para mostrar "o que é a administração" do PSDB, "a diferença entre o que eles dizem e o que eles fazem", estaria adotando, até com as mesmas palavras, o método legitimado pelo programa de José Serra e pelo próprio, ao invocar alegadas deficiências no governo gaúcho e em prefeituras petistas para atacar Lula.


A propaganda petista estaria com a vantagem de utilizar um caso a um só tempo verdadeiro e grave administrativa e moralmente, com o qual não se podem equiparar as acusações peessedebistas -aliás, nem sempre verdadeiras. Este foi o caso, por exemplo, da pergunta-acusação de Serra a Lula sobre o preço "mais alto no país" das passagens de ônibus fixadas pela prefeitura petista de São Paulo: Serra citou um valor inverdadeiro, e os preços mais altos são dos ônibus de Vitória, cidade administrada pelo PSDB, cujo prefeito é o coordenador do programa econômico de Serra, Luiz Paulo Velloso Lucas. (O preço errado e o preço em Vitória foram constatados pelo "Globo", no dia seguinte ao debate.)


Apesar disso tudo, a propaganda de Lula faria mais do que adotar determinado método, em melhores condições. José Serra é do PSDB, apoiado pelo anterior e pelo atual governadores do PSDB, diretivamente responsável pelo PSDB nacional e pelo PSDB paulista, mas nada tem a ver, que se saiba, com as circunstâncias administrativas e políticas da presença e das ações de Goro Hama no governo paulista. Ou seja, tem tanto a ver quanto o tem Lula com as decisões e alegadas deficiências do governo gaúcho e de prefeituras petistas.


Usar de tal método com o intuito de comprometer e desqualificar Serra seria uma violência antiética e uma injustiça. E para comprometer e desqualificar Lula, o que é?


Resposta depois da eleição final.


A questão
A cobrança persistente de debates, na propaganda de José Serra, suscita curiosidade.


Nos dois debates havidos, e mesmo na entrevista individual de TV, Serra ficou aquém do que desejava. Ao fim da entrevista na Globo, foi explícito até demais, quanto à sua insatisfação, quando delicadamente indagado pelo jornalista William Bonner.


Em seguida ao debate na Globo, a repercussão colhida pelo Datafolha obteve as seguintes respostas para a pergunta "Qual candidato se saiu melhor?": Lula, 38%; Ciro, 18%; Garotinho, 17%; Serra, 11%.
O mau desempenho de Serra recebeu a explicação de que eram três a fazer-lhe questionamentos pressionantes. Em parte foi isso mesmo, ressalvada a moderação de Lula. Mas, a rigor, não faz diferença, sobretudo para um candidato preparado como Serra, que uma mesma quantidade de questionamentos seja apresentada por um, dois, três ou mais candidatos e entrevistadores.


E, mesmo que houvesse alguma diferença, talvez pelo clima, pela incisividade variável, era um teste também nesse sentido, e a diferença não justificaria os índices colhidos entre os telespectadores.
Desde fevereiro, são quase nove meses em que Serra e Lula já disseram tudo o que poderiam dizer como candidatos. Por que Serra passou a considerar debates agora tão fundamentais é uma questão cuja resposta segura estaria só no próprio debate. Mas que a questão é curiosa, é. (Folha, 18/10)
Reis filósofos

Quer coisa mais babaca do que a de um presidente de uma nação, representante da cultura de um povo, ir a encontros mundo afora e discursar em línguas não-natais?

Coisa de mentes estreitas que acham que presidente deve conversar na língua estrangeira, porque para a pequenez da classe mérdia brasileira seríamos melhores se falássemos inglês. Como se a nossa subserviência deve-se ao fato de termos sido colonizados por portugueses.

Pois bem, o governo mais subserviente ao capital estrangeiro no Brasil no século passado foi justamente o de FH e isso quem fala são doutores, PHD's, que alardeiam que esse rei-filósofo arreganhou o Brasil de um jeito que mesmo estando-nos de costa, consegue-se enxergar as amídalas. Leia aqui o texto

Quem tem que falar vários idiomas são os tradutores, os presidentes devem falar em seus idiomas natais, exceto se forem conversas de foros íntimos.
Pega na Mentira

"Brasília, 18/10/2002 - A secretária municipal de Educação de São Paulo, Eny Marisa Maia, ajuizou representação (596) no Tribunal Superior Eleitoral pedindo direito de resposta no programa do presidenciável José Serra, da Coligação Grande Aliança. O relator é o ministro Gerardo Grossi.

Segundo a secretária, no último dia 16, o programa do candidato tucano divulgou informações inverídicas sobre a política educacional na cidade de São Paulo ao afirmar que 26 mil crianças ficaram fora da escola este ano por falta de vagas e que nas creches o déficit é de 100 mil vagas.

Esclarece a secretária, que a demanda pelas vagas nas escolas e creches municipais não foi criada na atual administração mas que a Prefeitura se comprometeu, em abril deste ano, a criar 43.200 vagas para educação infantil, a serem entregues até julho de 2003. E que até o fim do ano serão entregues 26 Centros de Educação Infantil e 17 escolas municipais de ensino infantil, o que resultará na criação de 22 mil vagas para crianças de zero a seis anos."

Vamos ver qual será o parecer do relator, visto que neste caso se trata de informação inverídica com claro conceito de caluniar a adminstração petista de São Paulo.

A verdade que o PSDB está morto de medo de perder SP.

17 de out. de 2002

Perguntar Não Ofende

Porque os votos ao Murad foram impugnados, não seria um precedente para os votos à Rosinha também serem impugnados?

Afinal, o Murad teve a sua candidatura cassada por ser cônjugue da ex-governadora, situação análoga à da futura governadora do Rio.
Retratos da Vida

O Terra fez uma enquete sobre qual seria a solução da violência no RJ. A grande vencedora foi colocar o exército nas ruascom quase 50% nas ruas. A segunda colocada foi a ocupação social nos morros com metade dos votos para o exército.

Como a internet é mais acessada pela classe média e alta, podemos afirmar que a velha estória de se ter dois tratamentos policiais vai virar rotina.

Blitz na Lagoa? Boa Noite

Blitz na Tijuca? Desce daí, malandro.

Aliás, este pensamento está proliferando. Um secretário inglês afirmou que deve haver duas políticas externas: uma para os países europeus e 'amigos' e outro para a gentalha. Para uns, vinho; para outros, água suja.

Tá foda
Patrulhamento?

A Regina falou.

A oposição protestou.

Pronto. Se ela quis falar, tudo bem. A oposição também pode falar.

Só que esses mírdias apregoam que a esquerda está patrulhando, que será a volta da censura. Quem está censurando são eles, com mentiras nos noticiários, com mentiras para o povo. A inflação já voltou, e com eles.

Patrulhamento?

Babaquice de deseperado.
Ajuda do Midias começou... II

Cheguei tarde em casa e só consegui assistir ao pronunciamento final do Genoíno e do boa noite do âncora.
Só que o boa-noite foi falando que agradecia ao respeito dos candidatos pelo comparecimento ao debate,por terem mantido suas palavras.

Um tapa de luva no pelica no Lula. Tá foda.
LULA LÁ LONGE PORQUE O SERRA TA LÁ ATRÁS

SEGUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURA PEÃO.
Ajuda do Midias começou...

No site do yahoo vem esta foto estampada ao lado do texto onde fala de um ato de apoio ao Serra no Rio.

O problema é que a foto está linkada para uma notícia de 30 de setembro, relacionada ao fechamento do tráfico.

Começou o jogo pesado. Vão ser 10 dias na baixaria. Como explicar a foto dos dois juntos?Assim,do nada. Será que ninguém teria outra foto do Serra, só aquela com ele e o Garotinho juntos.

15 de out. de 2002

Direto do Túnel do Tempo 04 - 09 - 1998 no Estadão
Pela primeira vez em nove ano, o "rating" dos títulos brasileiros foi rebaixado pela agência americana de classificação de risco Moody's Investors. Os títulos em moeda estrangeira passaram da categoria B1 para B2. A agência citou o crescente custo do déficit público e do déficit comercial como justificativas para o corte.

Taí, depois vão colocar a culpa na oposição
Direto do Túnel do Tempo 25 - 09 - 1998

"Sempre que o PT está em desvantagem na reta final de uma campanha eleitoral, Lula e seus aliados deixam de lado o confronto de idéias e partem para ataques pessoais. Quem pretende governador um país do tamanho do Brasil, num mundo turbulento como o de hoje, não pode perder o equilíbrio"

Disse um locutor do PSDB pelo direito de resposta adquirido pela truncagem que PT fizera do FH abaixando a cabeça, a truncagem levava a crer que FH abaixa a cabeça aos agiotas internacionais. O que é uma mentira, né.
Numeros do IBOPE
No Brasil
Lula 60 % Serra 36 %
Brancos 05 % Indecisos 04 %

Em SP
Genoíno 41 % Alckmin 50 %
Brancos 04 % Indecisos 05 %

Em DF
Magela 50 % Roriz 41 %
Brancos 03 % Indecisos 05 %

Pro MKT

O PT entrou com pedido de acréscimo de mais R$ 12 milhões na campanha para o segundo turno.

Porrada neles
Mudanças

Novos blogs entram para a lista de recomendados...

E cresce o círculo.

11 de out. de 2002

É chamar o povo de otário

FH, em ritmo de campanha eleitoral, disparou a seguinte frase na inauguração do Rodoanel [a meninas dos olhos do Alckmin] em SP:
"Se for para mudar para pior, é melhor deixar como está" e depois emendou que a inauguração desta obra é um exemplo de gente que "fala, mas faz".

Quer dizer, é a velha história do quanto pior, melhor. Por isso que o dólar está tão alto. E o Serra vem dizendo que com ele o dólar abaixa. Será que com o Serra eleito o Brasil vai ficar melhor?

Bom,vamos ver:
­•A petrobrás, passada as eleições, vai aumentar o combustível.
­•As passagens dos transportes à gasolina também vão aumentar.
•Os alimentos, transportados por caminhões e furgões, também vão aumentar.
•Continuaremos seguindo a cartilha do Consenso de Washington.
•Os bancos continuarão tendo lucros fantásticos.
•Os salários continuarão achatados.
•Os grupos de mídia vão receber aquele quinhão do erário público, ou seja, o noticiário será benéfico ao governo.

E por aí vai.

Quem quer continuar a baixar a cabeça para os Estados Unidos, mesmo depois de terem quebrado o Japão, a Rússia, a Argentina e o Brasil, beleza. Cada cabeça uma sentença.

Agora dizer que o Lula o cenário vai ser um desastre é ser burro ou mal-intencionado.

O cenário já é um desastre.

Lembrem-se, no início do ano o governo falava se o Lula fosse eleito que o dólar subiria ao patamar de três reais. Que ilusão, o Lula não tem nada a ver com isso.

9 de out. de 2002

Viva o voto obrigatório

Alguém acha que se o voto não fosse obrigatório que os candidatos que representam um modo antigo de fazer política, resumido no termo "caciquismo", teriam sido assim afastados do poder?

Viva o povo brasileiro :-)
O feitiço vira contra...

Primeiro foi o pouco tempo de horário eleitoral. Agora será os debates.

Quando estavam por cima da carcaça, faziam o que bem queriam. Agora vão ver como é ser oposição. E nem podem afirmar que o Lula está sendo menos diplomático, democrático do que FH.

Agora pedirem 4 debates é ridículo. Ninguém, em sã consciência, aceitaria isso. E, afinal, pode-se dizer: ou um ou nenhum.
Quero ver

Os caciques podem até apoiar o Serra, mas os quadros partidários vão analisar a provável vitória da oposição e vão querer capitalizar com isso. O candidato do PTB em SP já desgarrou da direção nacional.

Repito, mais que o Lula ganhar, quero uma surra em cima do Nizan.
O 2º Turno

Incrível como é difícil a leitura de jornal, mesmo para alguém conhecedor das diabruras dos editores e jornlistazinhos. O Globo, ontem, fazia duas colunas sobre Lula e Serra e as possíveis alianças [anteontem não haviam decidido alianças].

Na coluna do PT falava de Sarney, ACM, Freire e na do Serra falavam em PMDB (com dissidências), PFL (com dissidências).

Ora, a regra deveria ter sido aplicada para os dois. O PMDB de Sarney não é só a figura do ex-presidente, engloba uma série de quadros. E o mesmo se plica ao ACM. Sem contar que não pôs o PPS apoiando, mas falou do presidente do partido.

Estranho, a regra para por o PMDB (com dissidências) foi do fato do presidente do partido ter declarado apoio. E o caso do PPS onde o presidente deste partido charada [ninguém consegue decifrá-lo] declarou apoio ao Lula. Porque não citaram o PPS como apoiando o Lula.

Cartas à redação, por favor
Carta à Elio Gaspari

Lendo sua coluna fico a pensar: porquê esse patrulhamento pequeno e mesquinho?

Vamos ao ponto: Lula foi presenteado com uma garrafa de U$ 6500 e o colunista afirma que Lula deveria leiloá-la, pois não condiz com o discurso que prega aos pobres brasileiros.

Ele diz primeiro que candidato francês só beberia se fosse oferecido pelo dono da vinícola e que governante de país rico não bebe este caro vinho. Começando a querer fazer a tão chamada desconstrução do candidato petista. A de que Lula não é nem será estadista.

Depois fala sobre a incoerência do discurso dos pobres do Brasil e "depois vá molhar as trufas do ravióli com uma garrafa de Romanée-Conti à mesa".

Engraçado, nunca o vi citar que FFHH (plagiando descaradamente) só conseguiu os títulos honoris causa nas Universidades do mundo pelo grau do executivo que conseguiu chegar. Se fosse depender de sua performance de catedrático teria o fim profético do professor universitario que FFHH tanto atacou: de pobres, do espírito, da mente e do bolso.

Desproposital o texto do Gaspari como uma casca de banana na rua: só para derrubar otário.

8 de out. de 2002

Que papo, hein?

Tô cansado de escutar o discurso do Sr. Olheiras, me dá nojo aquela voz ritmada por Nizan, as mentiras que levanta.

Ele vem com o papo de que a oposição fala sobre os problemas passados do país e não discute o futuro. Mas, ao mesmo tempo, critica o PT pelo seu passado. Ou seja, a regra vale para os outros e não para ele.

E até hoje não vi nenhum dos grandes periódicos falar sobre essa discrepância no discurso serrista.

Tô ficando com tanto nojo, que mais do que o Lula ganhar, eu quero que o Serra perca de feio, com menos voto do que teve no 1º turno.

7 de out. de 2002

Bem que eu postei

No dia 05 do mês passado havia escrito sobre o tempo de duração nessas eleições casadas e tinha chegado a conclusão que durariam 21 horas.

Vejam só.
Mortos e Feridos

Brizola e Artur da Távola já vão tarde. Apesar que o segundo vai abocanhar alguma secretaria, o primeiro deveria pedir aposentadoria. Falam para mim que deveria ter votado no Brizola, pois o Crivella é pior.

Brizola é muito pior. Criou o césar maia e criou o Garotinho. O Crivella é cria de outro. Sinceramente, prefiro acabar com o Criador do que com as criaturas.

Engulam pedetistas, não adianta a retórica da história do caudilho, pois dela ela já se desgarrou faz muito. O estado em que o Rio se encontra tão mal representado é sinal da incompetência de TODOS os governos anteriores. E essa parte da história, os pedetistas não gostasm de contar, acho triste a totemficação política, aliás, o PDT poderia aproveitar e mumificar o Brizola. Já vai tarde.

Os evangélicos é que cresceram assutadoramente em todo o Brasil. Fizeram de 4 a 5 senadores, não sei quantos deputados. vai ser uma grande força política, porém que tipo de força será, ninguém sabe.
E lá vamos nós

Mais um round começa na vida de todos os brasileiros, o 2º turno virá e com ele toda a sorte de baboseiras sobre o Lula.

Impressionante, Míriam Leitão era só sorrisos, assim como todos os eleitores de Serra. Bóris Casoy, ontem, só faltou vestir a camisa 45 ao entrevistar o Suplicy Pai. O Estadão veio com a manchete "Serra e Lula no 2º turno". FH já falou que Lula precisa ser mais claro e obetivo. E em todos os órgãos a matéria a ser seguida é a melancolia dos petistas com o 2º turno.

Fala sério, o PT elegeu 10 senadores; disputará o 2º turno em 9 estados só contra o PSDB; Lula obteve 46,7% dos votos válidos; a bancada federal do PT será uma super bancada e a onda vermelha tomou conta do país e promoveu uma sacudidela linda de se ver.

O pau ai cantar bonito, mas insisto que dificilmente o Lula perderá.

30 de set. de 2002

De novo?

Pois bem, EUA mudará embaixada americana de Tel Alviv para Jerusalém.
Mais uma Berlim será erguida, só que agora a polaridade mundial será entre pobres e ricos.

Fico com os pobres
Senatorium

Sinceramente, eu desejo que Brizola e Artur da Távola morram.

O primeiro por todas as destempéries que acometou-o nos últimos dez anos e o segundo porque já está na hora.

Brizola é o típico caso de quem esqueceu de morrer e o Ártur da Távola, que se julga tão digno, nunca explicou o afastamento dele do PSDB. Disse que não falaria, mas sendo homem público deveria ter se manifestado.

Bem feito para os dois. Morram.

Vou votar no Édson Santo e Gusmão.

PS: para mim Brizola tenta ganhar os votos dos petistas para se eleger Senador com esse discurso de ajudar o Lula a liquidar a fatura no 1º turno.
E agora, Bené?

Se for verdade que os traficantes deram a ordem do fechamento do comércio porque o Beira-Mar está sem regalias é que, impreterivelmente, este sujeito continue sem regalias e a sociedade deveria sair em peso para manifestar seu qpoio às autoridades competentes. E os veículos de comunicação deveriam ser os primeiros a tomar a decisão de desnudar o processo de boataria e mexer com o brio da sociedade a proteger o estado dos ataques do narcotráfico.

Se for verdade será uma vitória do governo do Rio que pressiona o poder paralelo, que tenta verdadeiramente sufocá-lo de uma vez por toda. Bem diferente dos outros governos que conversavam com eles. Com crime não pode ter conversa.
Como fazer Terror

Os episódios de hoje no Rio me remeteram à década de 80. Eram novos ares que se respiravam, Sarney era presidente e Godard havia filmado 'Je vous salue Marie'. Dona Marli, primeira-dama, exortou o filme como uma peça a ser proibida de exibição pública. Havíamos saído a pouco de uma censura mais ampla e parte da sociedade foi contra o veto. O então reitor da UFRJ, Horácio, manisfestou-se a favor do filme e telefonemas ameaçadores foram disparados contra a faculdade e suas instalações.

Não preciso relatar que setores de direita já haviam provocados atentados terroristas em nosso território e provocariam depois (CSN em 89), mas que alunos do Cap - UFRJ descobriram um jeito de melindrar as aulas: provocando telefonemas bombas. Eu mesmo paralisei quase uma semana de aula e o procedimento era bem simples: ligar e avisar que tinha bomba naquele antro de esquerdistas despudorados. E pronto, sem aula naquele dia.

Não sei de onde partiu o boato para o quê aconteceu hoje no Rio. Não presenciei nenhum bonde do tráfico e não ouvi explosões. Conversando com um amigo, me foi relatado que não saíria à rua pois fora à Botafogo e a polícia estava por todas as partes armada como se procurasse por algo.

Em alguns governo a polícia na rua significa proteção e em outros fraqueza do estado, coisas da alma humana. Voltemos ao assunto. O episódio hoje do tráfico também me lembrou do arrastão de noventa e pouco onde a população carioca ficou horrorizada com a escalada da violência da época. A informação do caos no Rio foi irradiada para todo o Brasil e o Brasil ficou horrorizado.

Posso até estar sendo precipitado, mas este episódio está cheirando a maracutaia política do alcaide do Rio, o mesmo que teve o prédio metralhado (vulgarmente conhecido como Piranhão), o mesmo que adota o discurso de que a situação está uma vergonha e que estão perplexos. E, ao que parece, somente as escolas municipais que fecharam as portas, porém essa informação não tem respaldo visto que não consegui checar com exatidão.

Criar terror é fácil e nem é preciso muita gente. Basta saber que tipo de informação passar e a quem. E o terror é um ótimo cabo eleitoral, só espero que os veículos de comunicação não mordam tão facilmente a notícia ou que mostrem de vez a que(m) servem.

27 de set. de 2002

LULA e DÓLAR

O dólar sobe e os jornais dizem: Eleição faz dólar subir.

É a explicação mais simplória que existe. Quem escreve esses textos faz questão de não perguntar a qualquer entendido do assunto qual o real motivo desse aumento.

A de julho até pode ter sido por motivos eleitorais, mas esta última foi a briga de braço entre bancos e governo, pois este último retardara o pagamentos de títulos públicos comprados pelos bancos, os bancos, para não terem prejuízo, forçaram o aumento do dólar para ganhar o quê o governo não deseja pagar com a especulação da moeda americana.
Lula no Rio

Será a mais profunda no sistema político da AL, quiçá do mundo, a eleição de Luís Inácio Lula da Silva para a presidência do país. E, como não poderia deixar de ser, foi emocionante o seu discurso de despedida oficial da campanha no Rio.

Falou àqueles que o rejeitava no passado, falou às mulheres que se mostram reticentes em ceder-lhe o voto e, principalmente, falou ao seu eleitorado beleza em que significará sua eleição. A música Lula-lá foi cantada em alto e bom tom, dedicou um capítulo ao seu vice, que disse, antes de qualquer exigência, já se prontificara a apoiá-lo para a presidência.

Foi a noite do reencontro (meu ao menos) com o calor que uma eleição para presidente merece. Meus olhos e disposição se alteraram um pouco, mas o sentimento continua inalterado. Andando para a praia, escutava ao longe os gritos e os cantos e me perguntava se dessa vez ia. Confesso que me vi com os olhos mareando e, pasmo, percebia que a eleição deste brasileiro se torna mais palpável a cada dia.

Reencontrei a esperança de um país melhor, de poder olhar para o futuro e dizer que algo de diferente será tentado e, principalmente, que a eleição de Lula se dará sem a interferência de qualquer potência estrangeira. O Brasil dará a oportunidade de mostrar ao mundo de que um novo caminho pode ser tentado. A pouco li no Globo que os primeiros ambientalistas se formaram no cerne da sociedade brasileira no idos do século XIX, portanto um século antes de qualquer proposta ambiental vindo das 'mentes estrangeiras'.

Não possuo sentimentos xenófobos, mas creio que a saída da crise brasileira tem que ser dada por respostas locais, a ingerência externa deve ser diminuída ao mais alto grau. E a única coisa que gostaria de passar que quem considera o Lula ruim, são aqueles que costumam considerar o correto as normas aplicadas pelos mandantes do poder, no caso brasileiro atual o Consenso de Washington.

Mas, o FMI está se relendo, principalmente pelo que vem alardeando seu ex-diretor, Stiglitz. Hoje, o FMI já admite que as metas econômicas de seus afiliadas não devem ser postas sem ser analisada cada particularidade. E esse é o erro que o eleitorado brasileiro cometia, não analisava que é essencial a vitória do PT no contexto doméstico. Os partidos governistas estão entorpecidos pelo poder, suas capacidades de reformas são engessadas e o nosso sitema políticos estava se asfixiando novamente. Só não sei qual é a parcela de culpa que recai sobre os jornalistas, mas é grande. resta saber se os erros dos jornalistas se dá por ignorância ou má-fé.

24 de set. de 2002

Coincidências??!

Quando houve a tentativa de golpe na Venezuela (maior extração de petróleo na AL) os EUA rapidamente deram seu aval aos golpistas. Agora no caso Iraque, já querem apoiar o grupo dissidente iraquiano tendo em vista a produção de barris de petróleo desse país.

Engraçado, não? Washington procura ter em mãos todo o petróleo do mundo. Ou será paranóia minha.

PS: Bush é chamado de Texano Tóxico em círculos informais norte-americanos.
Novo Ibope

O Ibope, em sua mais recente aferição para a Rede Globo, revela Lula oscilando positivamente dois pontos e Serra oscilando negativamente um ponto. Com isso, demonstra-se que a última pesquisa havia desvirtuado um pouco o resultado, afinal as pesquisas entre os diferentes institutos estavam sendo coerentes entre si.

Mas, a grande novidade é Garotinho empatado tecnicamente com Serra.

Está melhor que filme de suspense

23 de set. de 2002

Serra e o caso Ricardo Sérgio

É sério. Todos falam que foi o PT que jogou pesado, mas alguém se lembra quando o ACM teve a conversa gravada por esse mesmo procurador? E, venhamos e convenhamos, gravar conversa do ACM, sem conhecimento prévio, é que nem tomar banho e não se molhar.

Pois bem, se alguém forneceu artilharia para o procurador deve ter sido o robusto cidadão dos dossiês.

20 de set. de 2002

Mudanças

Espero que tenham aprovado o novo layout.

Disponibilizo uma nova seção dedicada às canções revolucionárias deste mundo.

Vale a pena a musica de Che
PAZ & AMOR

Será que é coincidência a retomada do discurso agressivo do governo contra Lula com a nova subida do dólar?

Lula está mais que certo em se afirmar paz e amor, é justamente para separar o joio do trigo. Deixa o jogo sujo para os desesperados. Agora quando o desespero é de pais de famílias paupérrimas que não conseguem um naco de terra para ter o que plantar, o governo os classifica como degenerados do sistema, de invasores e baderneiros.

Ontem li [não me recordo se era no Globo ou Valor] que FH e parte do governo desejava, em julho, que Serra disparasse contra o Lula que este era o principal candidato. Serra bateu o pé e o que veio todos já conhecem.

Pois bem, o clima está mais que pesado. Serra exagerou de vez. Se Covas estivesse vivo, duvido que este senhor que deseja a presidência faria um quinto do que está fazendo. Ou não. O PSDB, desde a sua criação, é um partido estranho. Este sim deveria mostrar a diferença entre discurso e o que faz.

Na eleição de 1989, o PSDB, que hoje está vivo, optava por duas alternativas para o 2º turno: em cima do muro ou apoiar o Collor. Repito que quem bateu o pé para o apoio ao Lula foi o Covas. Esta corja de FH, Serra, Pimenta da Veiga deviam ver na campanha do PT algo contrário aos desígnios reais do PSDB. O grupo de Covas é que alertava que quem tinha que ser combatido era o outro.

É esse o PSDB que tem que ser mostrado, o PSDB real, com seu clero e nobres. Um PSDB que se julga além do bem e do mal, com um poder divino que não suporta erros. Que prefere dar pão e circo à população brasileira. O tucano foi um símbolo errado adotado por estes políticos dissidentes do PMDB, deveriam ter usado o abutre.

PS: a coluna do Wanderlei Santos no Valor está primorosa.
Dito & Feito

Bem que o PT poderia usar o slogan da campanha do Nizan e dizer que é dito e feito. Afinal, Benedita prometeu pegar o Elias Maluco e cumpriu.

O mais impressionante foi ver a reação dos policiais após a captura, estavam eufóricos. Estouraram fogos, conversavam sobre como foram apertando o cerco, beijavam a insígnia. Quando houve a captura dos dois irmãos que levavam comida para o fugitivo, só não prenderam o Elias porque ele fugira pelo telhado.

11 de set. de 2002

Escrevi este texto há exatamente um ano e logicamente é sobre o 11/9. Infelizmente, nada mudou desde então.

O DIA EM QUE O MUNDO PAROU
Estarrecedor o que aconteceu nos Estados Unidos neste 11 de setembro de 2001. Nunca, na vida real, imaginaría-se que aviões voltariam a bombardear a América do Norte. Foi um soco na boca do estômago de todos.

Dois dos maiores ícones daquele país foram atingidos, sendo um deles totalmente aniquilado. No Pentágono destrui-se a parte relacionada ao alto escalão do exército local, enquanto que o World Trade Center foi posto ao chão. Não se sabe o número de mortos e feridos, nem quando isso irá acabar. O quê se sabe que a espada da justiça norte-americana será levantada e que muito sangue, ainda, irá rolar.

Os talibãs foram apontados como autores dos atentados, mas negaram. Protetores do maior terrorista mundial ainda em atividade, segundo agências norte-americanas de espionagem, os talibãs fazem a leitura mais radical do alcorão (a Bíblia Muçulmana) e se situam na Afeganistão. Há pouco ficaram conhecidos no mundo por derrubarem patrimônios da humanidade, os Budas Gigantes. Essas cenas não podem se repetir.

Mas, para tanto, algumas leituras terão que ser feitas para se atingir aos objetivos pretendidos.

1. Os atentados aconteceram após a Conferência sobre o Racismo.

2. Após os EUA terem se retirado da Conferência sem nada assinar ou sequer ler.

3. A crise econômica é mundial.

4. A sociedade ocidental é injusta.

5. Existem outras sociedades, além da nossa.

6. Não existe um organismo internacional de controle social eficaz e autonomia suficiente.

Urge aos Estados Unidos, agora, parar e pensar. Seu controle econômico e geo-político não evita mais a guerra dentro do próprio lar. Fosse nas reuniões de cúpula do G-8, fosse neste atentado, a violência sempre esteve presente. Vou mais longe, em Gênova, Itália, houve morte. O mundo ocidental está em crise. E não adiantará a retaliação que virá. Porque a violência só gera a violência.

Na Irlanda crianças são apedrejadas por irem à escola num bairro em que não são queridas por sua religiosidade. A segregação religiosa é mais sentida que a social. Assim como na violência, quando a segregação se dá no campo econômico é pouco dimensionada. Principalmente nos meios de comunicação.

E isso é algo a se relevar.

Outro fator relevante é a força do FMI em comparação com a da ONU. Porquê essa diferença? Porquê quando o terrorismo se dá em ataques especulativos ao capital de um país não recebe todo o alarde que o terrorismo tradicional? Será o Capital tão importante que não pode nem se falar? E isso os EUA terão que pensar. Com isso o mundo pensará.

Porque se a retaliação ocorrer, contra quem será? Será contra um Estado Nacional? Sendo essa a resposta, porquê não considerar justo o revide vindo de um grupo de excluídos sociais ao Capital? Quando vemos um adulto machucar uma criança em público, o repreendemos. Se esse mesmo adulto for um empresário e sua empresa não tem um comportamento social adequado, nada fazemos. Pelo contrário, várias vezes são até parabenizadas. No sistema capitalista a exclusão da riqueza se dá numa forma brutal, física até e sempre injusta.

Os últimos tempos vêm mostrando um EUA cada vez mais arrogante, suas recusas nos tratados de Kioto e Durban mais recentemente, quanto a julgamento prévio ao atentado de Oaklahoma de 98, sua posição em relação às patentes de produtos médicos, sua posição em relação à OMC e à ONU. Por tudo isso que seria esse o tempo de refletir.

Será que não seria hora do brasileiro olhar para nossa guerra interna, para a imensa massa de excluídos que, quando acabar toda a capacidade de diálogo, não terá outra alternativa do que o terrorismo. O governo brasileiro possui a mesma arrogância que a norte-americana. Não escuta os berros que alardeiam o perigo que virá. Ao contrário, vira as costas, nega a sua existência, tal qual uma criança faria.

9 de set. de 2002

Perguntar não ofende

Se os EUA querem acabar com países que fabricam armas de destruição em massa e que alardeiam que usariam em seus inimigos pode começar a desmantelar o poder israelita, que detêm armas nucleares e que já disse que usará caso atacado e aos próprios americanos que espalham o terror pelo mundo.

Poorque não citar o eixo do Mal de 2002: EUA, Inglaterra e Israel.

Porrada neles.
O quê fazer?

Se um poicial exarceba seus deveres, o quê restará para ele?

Sanção, certo?

O caso desta loucura ianque é para ser analisada justamente por esta ótica, não que eles sejam os xerifes do mundo (apesar de se posicionarem deste jeito), mas que suas ações devem ser julgadas por esta ótica, e os países integrantes do Conselho da ONU devem se colocar em favor do Iraque, que mesmo não sendo das coisas mais agradáveis, terá seu direito atacado gratuitamente.
Argumentos estapafúrdios

O grande motivo norte-americano de que Saddam está se empenhando em fabricar armas de destruição em massa vem do fato de que um carregamento foi interceptado contendo equipamentos que poderiam ser usados para a fabricação de armas nucleares.

O pior é que se formos analisar que Israel iniciou o cerco a Arafat baseado nesta mesma denúncia, poderemos ver que se funcionou com um, haverá de funcionar com o outro. Não que o carregamento com as armas para a ALP tenha realmente existido, mas há uma estrnha coincidência.

Como se posicionará o mundo perante uma invasão ianque ao Iraque eu não sei. Mas, deveria ser semelhante à defesa do Kuwait.
Vendidos!!!!

A série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Rio promovido pelos jornais O Dia e JB já tee a parimeira baixa: a isençã jornalística. Com a propriedade de quem é filho de uma das entrevistadoras (Hildete Pereira de Melo) posso afirmar que o quê saiu sobre as respostas da Rosinha Garotinho (candidata dos diminuitivos) foi totalmente editado. Sua desenvoltura para falar sobre o programa de governo acabava ao final de duas frases, não conseguia articular mais do que isso. Porém, os assessores e, pasmen, jornalistas ajudavam-a, soprando as respostas.

Há um medo de um segundo turno no Rio quando a máscara facial novinha de Rosângela (esse é o seu nome) cairá.

5 de set. de 2002

TSE TRANSFERE PARA 9 DE SETEMBRO SESSÃO PÚBLICA PARA ANÁLISE DOS PROGRAMAS DAS URNAS


Brasília, 04/09/02 - O Tribunal Superior Eleitoral transferiu de hoje para o próximo dia 9 a sessão pública para análise e lacre dos programas a serem utilizados nas eleições 2002, em função de ajustes operacionais realizados pelo Tribunal. O diretor-geral do TSE, Miguel Augusto Fonseca de Campos, comunicou aos 30 partidos registrados a mudança de data e informou, ainda, que permanece válido o credenciamento dos representantes de cada agremiação partidária.

Chupado daqui

Vamos ficar de olho pois esse voto eletrônico pode virar uma mamata, afinal se lembram do que aconteceu num computador em Brasília que fez até cair senador rolo compressor.
Arrocha Brasil

Este podia ser o mote de fim de governo.

Simplesmente, o governo MENTIU sobre o superávit primário. Não serão 3,75, mas sim 3,88.

O pior é que o Malan informou que todos os candidatos souberam disso após a reunião com FH.

Este é um governo mentiroso e a grande mídia vai tratar com superficialidade para não tirar votos do tucaninho que tenta alçar vôo.

Espero que Lula venha a público afirmar que Malan mentiu sobre afirmar que ele já sabia. Porquê se ele soube disso devia explicar à população sobre o engodo que estavão empurrando para nós.

A desculpa de Malan para aumentar o arrocho foi por causa do dólar. O que é uma mentira, visto que o dólar estava mais elevado quando fecharam o acordo. A verdade que nunca foi preciso ter uma explicação para o FMI aroochar em nós. E sem creminho...

Se Lula sabia, todos sabiam.

Como diria o funk: 'tá dominado, tá tudo dominado'

Esperarei os próximos capítulos.
Tempo de duração

Há muito que venho alardeando sobre a enxurrada de votos nulos e em brancos nestas eleições. São seis votos a serem computados, contabilizando que um cidadão comum leve, em média, trinta segundos por votos, o voto levará três minutos por eleitor.

São quatrocentos e pouco eleitores por zona, multiplicado este número pelo tempo médio de votação, chegaremos a um tempo maior do que o destinado à votação. As zonas abrem às 7h da manhã e encerram às 17h, totalizando 10 horas. Pelos meus cálculos esta eleição precisaria ter as zonas abertas por 21 horas.

Isso sem contar com a dificuldade de repetir as operações de voto, o que levará muitos eleitores a anular o seu pleito.
Perigos da despolitização

O Brasil perdeu a chance real de politizar a sua sociedade em 1989 quando a eleição para presidente foi decidida pela mídia e não por debates políticos.

Esta característica despolitizante é fruto da retórica econômica do sistema em que vivemos. E nada mais prejudicial quanto essa pouca atenção aos fatos políticos de nossa nação.

Porém, esta despolitização foi bem capitalizada pelo governo, que agindo conforme vontades imperialistas de outros países, pode alterar a nossa realidade. Os movimentos populares na era FH foram ridicularizados pela mídia e surrados pela polícia.

Perdeu-se aquele movimento democrático que toda a população participava e não tô falando simplesmente de abraçar a Lagoa. É de algo mais profundo. A partir do Plano Cruzado ficou uma mágoa, mas o brasileiro ainda tinha esperança em votar para presiente e alterar o curso da História. Toda uma geração queria demais aquele direito que havia sido usurpado pela ditadura.

O pacto social no Brasil nunca mais foi tentado e os desmandos, tanto do executivo quanto do legislativo, afastou as pessoas comuns da política. Porém, a crise energética mostrou um cidadão brasileiro coeso em torno dos deveres. Eles sabem que se dependesse da população o Brasil seria o país do presente, mas não sabem que são eles que colocam os po´liticos em seus lugares de mando.

O ser poítico tupiniquim foi privatizado e só iremos perceber a tragédia desta ação quando for tarde demais.

3 de set. de 2002

Fim da Liberdade

Pois é?

Não tinha falado?

Os coments que haviam no site do Piro Comes foram retirados do ar. Todos. Não há mais nem a opção de se postar.

Pois é?

Não tinha falado?

É só ler o que tinha escrito antes.

Democracia participativa no dos outros é uma beleza...

2 de set. de 2002

Internacional Socialista

É só clicar na figura

1 de set. de 2002

À Bombordo!
Não prego que devemos ser radicais com os EUA, mas creio que devemos ser donos de nossas próprias vontades, as privatizações estão sendo rediscutidas na Inglaterra cujo regime thatcherista foi precedente nas privatizações mundiais. Hoje eles (os ingleses) dizem que aprenderam que nem tudo é bom para a privatização. Os radicais do livre mercado são contrários a esse pensar porque abalaria um dos pilares do liberalismo: a ameaça de falência.

OK, então privatizemos serviços públicos que funcionam, para enfrentar uma concorrência desleal e que nenhum compromisso terá com aquela sociedade se a falência se pronunciar. Antes esperava-se até cinco anos por telefones, hoje se têm na hora, mas não se pode pagar pelo caro serviço.

Ainda há tempo para corrigir a rota e desviar do iceberg ao qual este titanic se dirige, somos um país grandioso, e no caso de adernar, não haverá botes para todos.
Um dia sombrio
Começa setembro e o quadro eleitoral continua indefinido. Serra alardeia que chegará ao segundo turno, Ciro diz que esse lugar é dele e o Lula continua invicto com seus trinta e pouco porcentos.

Sento no bar e encontro Boi, um esquerdista da velha guarda, ele se diz maravilhado com a perspectiva, clara, de vitória do PT. Suas razões partem do fato de que o segundo turno se dará com Lula e Ciro e que o governo apoiará o Lula. A explicação parte da leitura de que se o jornal O Globo está a bater tanto no Ciro é porque ele não é a peça a ser escolhida no segundo turno pelos poderosos do Brasil.

Seu pensamento é incompleto porque esquece o fato de que a disputa está sendo travada para saber quem chegará ao segundo turno contra o Lula. Quando começar esta etapa é que saberemos as reais intenções dos poderosos: se apoiarão o Grande Mal (apelido dado pelo Washington Times para o Lula) ou a Grande Incógnita, o Sr. Ciro Gomes, que ora alterna o poder entre os aliados, indo do PPS ao PFL e parando no PDT. Ainda creio que num segundo turno entre estes dois, o governo (PSDB) se porá num `em cima do muro` como no da eleição de 1989 e que, intimamente, favorecerá o Sr. Ciro e PFL a reboque.

Saio do bar preocupado e no caminho para casa vejo a coluna de Márcio Moreira Alves sobre os `perigos dessa vida`. Nele ele alerta para os delírios que a extrema-direita alimenta sobre o Lula: a de que sua ascensão desenharia uma grande conspiração internacional contra os EUA, com Estados Nacionais que patrocinam os terroristas e de regimes radicais.

Aquele texto me lembrou uma aula de `Teoria Política` onde o professor vomita para a turma que os regimes totalitaristas são terroristas, eu interpelei, perguntando se aquela não era uma declaração totalitária. Quase fui agredido pelos alunos, onde um mais exaltado respondeu que o regime bolchevique, o stalinismo, Fidel e Hitler eram todos totalitários e terroristas.

É essa a pérola do pensamento único, todos que não são nossos amigos, são inimigos. Ora, quer coisa mais totalitária que este tipo de pensar? Hoje vendemos às crianças e jovens que o capitalismo é o único regime que dá certo, que todos os outros naufragaram. Vendemos que esse regime dá certo, mesmo com 2/3 da população mundial sendo pobre. Que a distribuição da riqueza se dá de forma tão desigual a ponto de que menos de 10% dos homens deste mundo possuam mais de 70% das riquezas do globo terrestre.

Não se fala de que o valor do dinheiro hoje é muito mais depreciado, de que é um valor especulativo e que por ser especulativo tenderá a estourar, e a conta restará aos mais pobres, que com menos recursos não sobreviverão à escassez de recursos que virá. Primeiro cortam os supérfluos: roupas e eletrodomésticos, depois cortarão luz, telefone e por fim a comida. E lá se vai um país.

Enfim, chego em casa. Descansarei no meu sacro lugar. Fico à penumbra, a taxa é muito elevada. Toca o telefone, é Adriano, um sombrio governista. Vocifera aos meus ouvidos a situação de onde mora. Clima de guerra, a sociedade acuada e um governo fraco no Rio. E manda os petardos contra a Governadora. O engraçado que na época que era o Garotinho, a violência era a mesma, mesma não, pois agora acentuara-se por causa das eleições que se aproximam. Existe um componente do medo utilizado desde os arrastões, que repercute até hoje na `nata` da sociedade carioca que vêem na Benedita a expressão do que seria um governo do povo e influindo pesadamente no cenário eleitoral da dita cidade mais bela.

Tanto que O Globo explora isso como matéria e fala da `cidade proibida` que existe, de locais não mais acessados por ditos bons cidadãos devido a alta periculosidade destes logradouros. Mas, do jeito que é escrito, parece que essa violência por qual sofre o carioca é coisa de um tempo distante que pertenceu a um governo do povo e que parece querer voltar.

A verdade que diante do quadro político no Rio percebemos que os tempos serão sombrios, quase uma idade média. A plataforma que elegerá alguns dos representantes será a da violência para conter a própria violência, do medo generalizado sendo imposto de cima para baixo.

Desligo o telefone. E ainda são quatro da tarde, o quê mais falta?

30 de ago. de 2002

Notícias da eleições

1 - Foi vetada a representação contra Lula feita pela Frente Trabalhista contrária a presença do petista no programa político destinado aos cargos de governador e deputado federal no estado do Ceará.

2 - PSTU entra com pedido de resposta no programa da Grande Aliança, pois na propaganda eleitoral gratuita do dia 29/08, a apresentadora do programa de Serra disse que a deputada Rita Camata do PMDB é a única candidata à vice-presidência destas eleições. O PSTU esclareceu que José Maria de Almeida também tem uma vice, é Dayse Oliveira Gomes, militante de movimentos populares. Alegando ter ocoorido uma divulgação inverídica o partido de José Maria quer usar o programa de Serra pelo espaço mínimo um minuto para esclarecer os eleitores.

3 - Jorge Viana, Governador do Acre, entra com reclamação contra ato da presidente do TRE-AC, desembargadora Miracele Borges. Segundo os advogados do Governador a atuação da desembargadora está causando enormes prejuízos em sua campanha.

Sinceramente, esta última notícia é para deixar os cabelos em pé. Os votos da região amazônica serão, pela primeira vez, todos eletrônicos. As urnas viajarão através das vilas ribeirinhas e, ao final da votação, serão transferidas para um laptop que enviará via rádio à central do TRE na Amazônia. Se hoje a desembargadora atua deste jeito, o quê esperar para as eleições?

27 de ago. de 2002

Greve contra o 'desenvolvimento'

O acadêmico de Oxford, Steve Rayner, afirmou que os cientistas não deveriam aceitar qualquer continuidade em pesquisas que sirvam para os governos retardarem ações específicas contra as mudanças climáticas no globo terrestre. E mais, que declarassem greve.

Leia mais
Internacional

Os EUA pretendem usar a mais nova arma em matéria de tecnologia de guerra: o canhão sônico. Com ele, eles acabam com a população inimiga, preservando as edificações e, por consequência, os campos e instalações petrolíferas.
Novos Tempos, mesma velha ordem

A situação no Acre é para abrir os olhos de todos. Como pode o TRE agir desta forma?

Fiquem sabendo que o advogado que pediu a impugnação é o mesmo que defendeu Hildebrando. O poder das drogas e tráfico engloba todas as esferas da sociedade acreana. A população e os poucos políticos decentes se encontram reféns deste narcopoder.

O pior é que, pela primeira vez, os votos serão através das urnas eletrônicas. As populações ribeirinhas votarão nessas urnas que por satélite enviarão ao computador central do TRE da Amazônia. Imaginem o quê este poder corrupto e corruptor poderá fazer com a abragência que possui nessa região do Brasil.
Estratégias de Nizan

Hoje já foi mostrado um gráfico onde aparece o Ciro indo de 32 para 25 e o Serra, no caminho inverso, passando de 10 para quinze. Começou a ilusão com os números e seus bonitos e perfeitos gráficos. Só lembrem que todo número possui um Ricúpero em si mesmo.
Molecagens

A repórter Míriam Leitão só faltou hoje no 'Bom Dia Brasil' pular no pescoço do Garotinho para arrancar uma declaração que ele havia dado à um jornal. Porém, Menininho afirmou nunca ter declarado nada daquele teor. Era a respeito de alguns números.

A entrevista com o Ciro eu não vi, mas duvido que ela tenha pego tão pesado. Todos sabem que ela é serrista, mas extrapolou, na forma e no conteúdo.

A estratégia agora é continuar a bater no Ciro, acabar de uma vez com o Garotinho e partir para cima do Lula em meados de setembro.
Democracia é...

Ótima declaração sobre democracia foi dada por José Alencar num almoço com empresários onde afirma que a democracia necessita da mudança de poder pois só assim poderá ser combatida a corrupção. O poder continua nas mesmas mãos há séculos, Joaquim Nabuco, como escreveu Márcio Moreira Alves hoje, afirmara “Eu, se for eleito, não separarei mais as duas questões: a abolição da escravidão e a democratização do solo".

Quem sabe veremos um feito inédito, a mudança de um país.
Tropa da Elite

Há uma música de um grupo intitulado "Charlie Brown JR." chamada 'Tropa de Elite' e o refrão é:

"Tropa de elite
osso duro de roer
pega um, pega geral
ainda vai pega você"

Não escrevo por causa da violência policial, mas pelo comentário do B(urro)rnhausen de que a eleição de Lula afugentará os empresários. Já cedo havia lida as declarações de Freire e Jefferson e depois a do Alemão. Puseram a tropa na rua.

Porém, as últimas declarações o desclassificam tanto (a vitória da Roseana) que Sarney já pulou fora do barco. Acreditaram que esvaziando a barca do Ciro, os passarinhos voariam para o Serra, ledo engano.
Eu voltei

Vi várias paragens, andei por outras terras, mas agora volto.

23 de ago. de 2002

Seqüestrado de novo

Câmera da Globo é novamente seqüestrado, não sei se saiu na vênus platinada, mas o Jornal da Band Noite falou. E falou que esse mesmo câmera já havia sido seqüestrado outras duas vezes pela gravação `Feira das Drogas`, que calha de ser a mesma que Tim Lopes fizera e ganhara o Prêmio Shell.

Que dizer, só depois que o Tim Lopes morreu é que a Globo expõe que seu Câmera está sumido, pela terceira vez. E as duas primeiras, será se ela tivesse alardeado antes, o repórter não poderia estar vivo?

Muitos passos já foram dados à um caminho melhor, mas não podemos nos furtar de que a Globo é um ser exógeno ao Estado, e por aí deve permanecer. Ela não pode determinar quando lhe é conveniente `atropelar` o Estado. Ao não divulgar os seqüestros anteriores, ela permitiu que seu repórter investigativo fosse morto, ela infringiu ao não declarar os seqüestros.

O caso do Marcinho VP com o cineasta vip é análogo, em prol da sociedade, no caso o bem artístico, permitiu-se que o cineasta fizesse um duro discurso contra a elite burra e tenha se declarado uma elite atuante(?!). No caso da Globo é a mesma coisa, em prol da sociedade, escondeu-se um fato criminal. E quando ocorreu o assassinato foi a primeira a pedir a fogueira para queimar tudo.
Pois é, é dura a vida de global.
Momento descontração:

o nome dessa música é salário mínimo e foi composta por Hernani de Alvarenga.
[] meu adendo

Cansei de tanto trabalhar
na ilusão de melhorar
cinco filhos, mulher e sogra prá sustentar
[cento e ciquentos reais] não dá
Não dá
Não dá
Não, não dá
Trabalhei demais por causa deles
os trajes deles são os de Adão e Eva
se acostumaram a passar mal
mas isto não é legal
a vida que a gente leva

22 de ago. de 2002

Epílogo para FH

No Brasil raramente acontece uma transição de presidente de forma democrática e entre concorrentes direto. Juscelino para Jânio foi um deles, outro será agora com FH.

Tentarão, como já fazem alguns jornalistas, de garantir o status de FH como grande estadista social-democrático do Cone Sul. Aquele que depois de tempos obscuros em todo o hemisfério, surge trazendo luz à todos. Lógico que foi mais democrático, mas democracia era o mais fácil de fazer. Havia vontade política, o muro caíra, viva a pax america.

FH quando teve que usar as armas opressoras do governo não se fez de rogado. Muito pelo contrário, se mostrou totalmente eficaz neste papel. É só lembrar da greve dos caminhoneiros, quando o conto ia sobrar para a economia, tratamento de choque, nem que seja à batalhão.

Democrático, vá lá que FH o foi, afinal dividiu com todos o poder, mas social não. O Homem, para esse governo, era um número de 1 (um) a 10 (dez). Parece uma letra de música do UB40 que fala de `One in Ten`, é só número. Não existe aquele pensar que estes números são milhares de seres plenos e capazes, de pessoas com famílias, que são protagonistas da história do mundo também.

A exclusão no mundo já se dá na História. A ética capitalista evoca a exclusão, dessa maneira cria o impulso de desejo de posse. Uns quererão para estar acima, outros para se igualar, enfim, o impulso capitalista e individualista se fixa em todos os cantos, em todos os níveis.

FH poderia ter feito algo no campo da segunda letra do seu partido, o S de social. Não fez. Se fosse pegar aquela mão espalmada (lembram??!) dele certamente teria dedos a menos. FH teve a chance de ser um social-democrata. Não foi. Criou a miséria S.A., anônima, fragmentada e fragmentadora, que acabará por nos consumir.

Espero que os tempos mudem, mas me considero um cético. Não creio num apoio do FH para o Lula em detrimento do Ciro, o PT pode ser tornar uma pedra no caminho de FH para uma sonhada liderança mundial.

Se trabalharmos as crianças de agora, e digo crianças dos 02 aos 10, colheremos um resultado uns 10 (dez) a 15 (quinze) anos depois. Ao ritmo do mundo é um piscar de olhos. Portanto, sinto que é mais um momento de possibilidades de mudanças, que num piscar de olhos o Brasil pode começar a caminhar por uma trilha correta.

No zen-budismo acredita-se que há um caminho puro entre dois rios. Um deles, o rio de fogo, é a inveja; o outro, o rio da água, é a ambição. Se um homem puder resistir à atração de ambos e penetrar na estreita trilha entre eles, poderá avançar com determinação até as fronteiras de Jodo, a terra pura ou Paraíso para outros.

FH chega ao fim deste governo, tendo naufragado nos dois rios. No do fogo por desejar que o próximo presidente se dê pior que ele por pura questão de ego, na da água por sua composição de governo, queria a maioria de qualquer jeito.

FH sabe que se o PT levar, um importante passo será dado no mundo, que uma nova liderança estará chegando e que ele não comporá o primeiro time, apesar de papel importante. Mas, diferente de Romário na copa de 2002, não terá o respaldo poplular.

21 de ago. de 2002

Tirei !!

Havia posto um blog em minha lista que agora o retiro e em seu lugar pus um outro que já queria há muito.

O retirado é o Voto que pariu e em seu lugar entro o Jornalismo Digital.
Quiçá?

Do jeito que o mercado prefere transições com menos percalços é até capaz que Lula leve as eleições ainda no primeiro turno.

20 de ago. de 2002

Truques do Nizan

Dois elementos são palpáveis: a linguagem do jingle onde a palavra `TRABALHO` é repetida quatro vezes continuamente e da aparição de belas mulheres (Rita para vice, e Valéria para apresentadora). O primeiro é truque velho e o segundo desnecessário. Porque a novela da Globo vai ser uma vampiromania e nada mais vampiresco que as olheiras do Serra.

Bola fora hein Nizan.
Malum quia prohibitum

A violência está a esmurrar a portas de todos. Ela se torna cada dia mais múltipla, nos atingindos de todas as direções.

A sociedade precisa acordar e votar para ter um legislativo forte para mudanças eficazes no arcabouço social deste país. Nossos códigos precisam ser mais eficazes para atender a demanda necessária. A Constituição de 88 não é usada em todo seu potencial, se uma lei não pega, muda-se a lei.

Porém, deve-se tomar cuidado com esse papo, porque primeiro se analisa o porquê da Lei não pegar, se for por causa de `privilegiado grupo` se verificará corrupção em parte do processo. Se for por ineficácia, aí sim, deveria mudar.

Agora também se deve pensar se uma lei que é aplicada e não atinge seu objetivo pleno se deve ser mantida. Porquê a quem lucra a ilegalidade? E a ilegalidade só ocorre pela proibição. O tráfico será discurso para todos os candidatos, vamos analisar melhor as propostas e não só pensar na sua família e tentar imaginar numa esfera um pouco mais amplas, umas 40 milhões a mais.
Haec veritas est

Observem a figura de Leonel Brizola. Não lhes parece um tanto quanto fora de esquadro?

Brizola é daqueles homens que esqueceram de morrer. Vemos o enterro do último de uma espécie que rareia no Brasil: os grandes políticos.Seu tempo não é esse, mas sua figura vai fazer falta.

Após o apoio ao Collor, mesmo sabendo que procurava obter dinheiro para o Estado, não o respeitei mais. Ali vi que seu determinismo o tornara obsessivo, a malícia que o priveligiava de antes acabara por traí-lo. Simplesmente não se deve fazer as coisas más, esperando que dela venham coisas boas. E isso é conhecido do homem desde o Império Romano.

De repente, ele sabe disso e só quer enterrado com pompas. Espero que carregue consigo outras figuras que também precisam `cantar pra descer`, afinal devemos esperar algo melhor para o Rio, do que um governo cuja figura política central no interior do estado não seja `Zito - o Matador`.

Mas aí é querer demais.
Eu disse, não disse?

Há mais ou menos um mês escrevi sobre uma coluna de Márcio Moreira Alves que ele intitulava 'Cadê a oligarquia'. Ele pretendia ensaiar que nenhum dos quatro principais postualntes ao cargo de presidente teria origem oligárquica. Agora vemos em todos os jornais sobre a origem de Ciro, o quatrocentão de Sobral.

Veja aqui o que escrevi no dia 21-07 em resposta às sandices.